PEC Emergencial aprovada no Senado não proíbe concursos, entenda

Publicado em 05/03/2021, às 20h31
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil -

Folha Dirigida

O Senado aprovou a Proposta de Emenda Constitucional 186/2019, também conhecida como PEC Emergencial. A votação, em segundo turno, ocorreu na quinta-feira, 4. Por mais que traga restrições, o texto não proíbe a realização de concursos.

LEIA TAMBÉM

A PEC viabiliza a volta do auxílio emergencial. Em contrapartida, impõe medidas de contenção fiscal para compensar o aumento de despesas. As principais delas são dispositivos a serem acionados quando os gastos do poder público atingirem um determinado patamar.

Esses “gatilhos” passam a ser permanentes e não restritos à pandemia de Covid-19. Exemplos dessas medidas de contenção são: congelamento de reajustes salariais a servidores e novas regras para concursos públicos.

No tocante ao ingresso de funcionários públicos, a PEC veda a criação de novos cargos. Os órgãos poderão realizar concurso apenas para reposição de postos vagos, assim como ocorre nos estados submetidos à Lei Complementar 173/2020 e ao Regime de Recuperação Fiscal.

Tais vacâncias podem ser provenientes de aposentadorias, mortes, exonerações e desligamento em geral. Não será possível somente abrir concurso a partir da criação de cargos, porque representaria aumento de despesa com pessoal. 

Para entrar em vigor, a Proposta ainda deve ser aprovada pela Câmara dos Deputados.  As regras da PEC Emergencial valem para estados, municípios e o Distrito Federal nos três poderes, Ministério Público, Tribunal de Contas e Defensoria Pública.

Tais travas poderão ser acionadas quando os gastos atingirem 85% das receitas. No entanto, dependerão de aprovação pelo Legislativo. As proibições propostas pela PEC Emergencial são:

O texto aprovado pelos senadores é resultado da fusão de três Propostas de Emenda Constitucional, enviadas pelo governo federal no fim de 2019: a proposta que reformula o Pacto Federativo, a PEC Emergencial original e a PEC que desvincula o dinheiro de fundos públicos. 

A redução de até 25% dos salários dos servidores com redução proporcional de jornada, o pagamento de abono salarial abaixo do mínimo e a desvinculação de diversos benefícios da inflação, que chegaram a ser discutidos no Senado, não entraram na proposta final.

Mesmo com isso, de acordo com o deputado federal professor Israel (PV DF), a PEC viabiliza o retorno do auxílio emergencial, mas coloca a conta no bolso dos servidores públicos.

“Gatilhos vão permitir o congelamento de salários, progressões e promoções até 2036. Na Câmara, vamos lutar para que a conta caia sobre os servidores mais uma vez”, completou professor Israel.

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Sine Maceió oferece 300 vagas em cursos e encaminhamento para o mercado de trabalho Pesquisa aponta que 49% das mulheres brasileiras pretendem deixar seus empregos em até dois anos Justiça Federal em Alagoas abre processo seletivo para cadastro reserva do programa de residência judicial CNU tem resultado final divulgado nesta segunda-feira (16)