Pediatra destaca importância da vacina contra Covid em crianças: "É essencial a imunização"

Publicado em 17/01/2022, às 17h20
Victor Vercant / SMS -

Redação, com TV Pajuçara

Maceió iniciou nesta segunda-feira, 17, a vacinação infantil contra Covid-19 para crianças de 5 a 11 anos. Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, o médico pediatra Marcos Gonçalves, responsável pelas alas de UTI pediátrica no Hospital da Mulher e no Hospital Geral do Estado, ressaltou a importância da imunização para crianças e lembrou que há óbitos do público infantil causado pela doença do novo coronavírus. 

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"Não podemos deixar de dar esse benefício para as crianças, que é a vacinação. Porque existe, sim, o número de óbitos. E além desse número, temos também o grande risco de complicações cardíacas, pulmonares, que a Covid-19 pode trazer, além do risco de internação. O risco da doença inflamatória multissistêmica pediátrica. Então, não é só o óbito que temos que ver. Temos que ver todo o panorama ao redor da infecção da Covid-19 em crianças", explicou o médico, continuando com o esclarecimento sobre a vacina.  

"De todas as doenças infectocontagiosas que existem, que são as doenças causadas por vírus e bactérias, a melhor arma para prevenção dessas doenças sem dúvida nenhuma é a imunização, a vacina. Para pneumonia, temos vacina, meningite, vacina contra rotavírus. A principal arma para prevenir esse tipo de infecção, risco de infecção, risco de internação, risco de óbito, sem dúvida nenhuma é a vacina. A vacina está mais que comprovada a sua eficácia em idosos, adultos e agora na faixa etária pediátrica, tanto em adolescentes acima de 11 anos, como crianças entre 5 e 11 anos de idade. A vacinação reduz o risco de internação, de pegar Covid, em cerca de 90,7%. É essencial a imunização neste momento". 


O médico pediatra Marcos Gonçalves (Foto: Reprodução / TV Pajuçara)

Gonçalves afirmou ainda que o número de leitos para internações de crianças foi novamente expandido com o aumento de novos casos da Covid no estado alagoano. Para o pediatra, 

"A principal complicação que a Covid-19 traz, independente da faixa etária, seja criança, adolescente, adulto ou idoso, é o pulmão. Ela compromete principalmente o pulmão, levando a insuficiência respiratória. Então, a criança vai ter dificuldade em respirar, assim como adultos e idosos. A complicação pior é que não tem outro órgão que substitua o pulmão. Então, essas crianças têm que ser entubadas, colocadas em ventilação mecânica. Não existe um medicamento que possamos dar para tentar diminuir por completo - existem medicamentos que ajudam, claro -, mas nenhum que consiga tratar diretamente essa complicação pulmonar. O que nos resta fazer é ajudar a criança, a colocando em ventilação mecânica e aguardar que aquele pulmão seja cicatrizado. Isso leva algum tempo e alguns casos não conseguimos tratar e a criança pode acabar evoluindo para óbito. 

O alerta agora, também feito na semana passada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, é sobre o alto número de internações em pessoas que optaram por não tomar a vacina. 

"Outra informação importante: todas as internações que estão acontecendo nessa Ômicron agora, as principais internações e complicações estão acontecendo nos grupos de pessoas não vacinadas. Estamos vendo muita gente dizer que a Ômicron está sendo uma doença mais leve, principalmente por conta da vacinação, que boa parte da população já está vacinada. A vacinação realmente vai ser a saída para darmos uma controlada nesta pandemia", comentou Gonçalves. 

O pediatra falou ainda sobre a sobrecarga que o pulmão, principalmente de crianças que têm complicação pelo vírus, sofre durante as internações. "A principal complicação que a Covid-19 traz, independente da faixa etária, seja criança, adolescente, adulto ou idoso, é o pulmão. Ela compromete principalmente o pulmão, levando a insuficiência respiratória. Então, a criança vai ter dificuldade em respirar, assim como adultos e idosos. A complicação pior é que não tem outro órgão que substitua o pulmão. Então, essas crianças têm que ser entubadas, colocadas em ventilação mecânica. Não existe um medicamento que possamos dar para tentar diminuir por completo - existem medicamentos que ajudam, claro -, mas nenhum que consiga tratar diretamente essa complicação pulmonar. O que nos resta fazer é ajudar a criança, a colocando em ventilação mecânica, e aguardar que aquele pulmão seja cicatrizado. Isso leva algum tempo e alguns casos não conseguimos tratar e a criança pode acabar evoluindo para óbito".

O boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde confirmou nesta segunda-feira, 17, a morte de mais um bebê recém-nascido por Covid-19. É a 12ª vítima na faixa etária de até um ano de idade em Alagoas.

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