Agência Alagoas
A Polícia Científica confirmou que não havia falhas mecânicas no ônibus envolvido no grave acidente na rodovia AL-220, no Povoado Caboclo, município de São José da Tapera, Sertão alagoano. Para se chegar a esta conclusão, um novo exame foi feito pelo chefe do Núcleo de Identificação Veicular do Instituto de Criminalística (IC) de Maceió, perito criminal Nivaldo Cantuária.
LEIA TAMBÉM
Ele retornou, nessa quarta-feira (04), ao local do grave acidente. Cantuária já havia estado no local no dia do capotamento para periciar o veículo, realizando os exames preliminares. No entanto, como o veículo estava quase totalmente apoiado ao solo, foi necessário retornar para realizar exames complementares.
“Como a suspensão a ar estava baixa, reduzindo a altura do veículo em relação ao solo, foi preciso retornar com o auxílio de um caminhão-guincho para inspecionar os sistemas de freio e de suspensão”, explicou o perito.
Cantuária afirmou que este segundo exame permitiu concluir a análise técnica do ônibus de forma definitiva. “Todos os pneus apresentavam banda de rodagem adequada para o uso rodoviário. Portanto, não foi constatado nenhum problema de ordem mecânica”, afirmou.
O acidente ocorreu quando o ônibus, que transportava romeiros de Juazeiro para a cidade de Coité do Nóia, saiu da pista e caiu em uma ribanceira ao passar por uma curva na rodovia AL-220. O trágico episódio resultou na morte de 15 romeiros no local; uma criança chegou a ser socorrida, mas faleceu no hospital, elevando para 16 o número de vítimas.
O perito agora finalizará o laudo pericial, contendo todos os detalhes técnicos, que será encaminhado à delegacia responsável pela investigação criminal.
O caso
Um ônibus que transportava romeiros alagoanos, vindos de Juazeiro do Norte, se envolveu em um acidente na última terça-feira (03), na rodovia AL-220, no Povoado Caboclo, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas. O capotamento deixou 16 pessoas mortas. Entre os óbitos estão sete mulheres adultas, cinco homens adultos, um adolescente e três crianças.
Confira o nome das vítimas:
Para a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), o ônibus estava irregular e realizava transporte clandestino de passageiros.
LEIA MAIS