TNH1 com Ascom PC
O cabeleireiro Edvaldo Antônio da Silva, de 49 anos, foi assassinado com extrema violência e encontrado morto no último domingo (9), às margens da BR-101, no município de Novo Lino, interior de Alagoas. Segundo a Polícia Científica, a vítima foi atacada a pedradas e teve o corpo parcialmente queimado em uma tentativa de ocultação do cadáver.
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De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (10), a perícia realizada no local apontou que o homem estava despido quando sofreu as agressões. As lesões se concentravam principalmente na região do rosto e da cabeça, provocadas por uma pedra de grande porte utilizada no crime, que chegou a se partir em três pedaços devido à intensidade dos golpes.
O exame foi conduzido pelo perito criminal José Cláudio, da equipe de Perícia de Locais de Mortes Violentas. Segundo ele, após cometer o homicídio, o autor do crime tentou incendiar o corpo utilizando pedaços de plástico encontrados atrás do ponto de ônibus onde a vítima foi localizada.
Ainda conforme a perícia, houve também uma tentativa de arrastar o corpo e jogá-lo em uma ribanceira, passando por baixo de uma cerca de arame. O plano, no entanto, não foi concluído. “Devido ao forte declive do terreno, o corpo acabou ficando preso na vegetação antes de atingir o fundo da ribanceira”, explicou o perito.
Durante os trabalhos, a equipe do Instituto de Criminalística (IC) constatou que o ponto de ônibus onde o crime ocorreu não possui iluminação pública, o que pode ter facilitado a ação criminosa e dificultado a presença de testemunhas.
Provas recolhidas
No local do crime, os peritos apreenderam o celular da vítima, que foi entregue ao delegado plantonista e passará por análise para auxiliar nas investigações. Também foram coletadas amostras de material genético na pedra utilizada no homicídio, que serão submetidas a exames de DNA para possível identificação do autor.
Segundo a perícia, os pertences da vítima foram encontrados no local, o que inicialmente afasta a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte). “Os objetos dele estavam todos lá; apenas não foi encontrado dinheiro”, destacou José Cláudio.
Causa da morte
O exame realizado no Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima confirmou que a vítima morreu em decorrência de traumatismo cranioencefálico (TCE) provocado por instrumento contundente. O corpo também apresentava queimaduras nas duas pernas.
Os laudos periciais ainda estão em elaboração e, após concluídos, serão encaminhados à Polícia Civil, responsável pela investigação para identificar e prender o autor do crime.
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