Yasmin Gregorio com Ascom
Representantes dos permissionários da Central de Abastecimento de Alagoas (Ceasa) foram recebidos pelo procurador-geral de Justiça, Lean Araújo, nesta quinta-feira (8), após uma manifestação contra o projeto que prevê mudanças na administração do complexo. Pela manhã, os comerciantes fizeram uma carreata que saiu da Ceasa, na parte alta de Maceió, e seguiu até a sede do Ministério Público de Alagoas (MPAL), no Centro.
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Os permissionários são contrários à proposta e dizem estar preocupados com possíveis mudanças nos valores pagos pelos espaços, nos empregos e na rotina de quem trabalha na central.
O projeto foi aprovado em primeiro turno na Assembleia Legislativa na quarta-feira (7) e prevê que uma empresa privada passe a administrar a Ceasa por 30 anos, com possibilidade de renovação por mais 30.
Representantes foram recebidos pelo MPAL
Atualmente, a Ceasa pertence ao Governo de Alagoas. Se a proposta avançar, a propriedade do espaço continuará sendo do Estado, mas a administração poderá ser entregue a uma empresa privada, que ficará responsável por atividades como funcionamento, manutenção, modernização e exploração comercial do complexo.
É justamente essa mudança que vem sendo questionada pelos permissionários. Segundo a comissão formada pelos trabalhadores, cerca de 500 comerciantes atuam atualmente na Ceasa, que também gera milhares de empregos ligados à atividade de abastecimento.
O projeto estabelece ainda que, nos dois primeiros anos de uma eventual concessão, as condições atuais dos permissionários cadastrados sejam mantidas. Depois desse período, a empresa que assumir a administração poderá estabelecer novos valores de aluguel, seguindo os preços praticados pelo mercado.
Após a carreata, representantes da Associação dos Comerciantes da Ceasa de Alagoas (Asconcal) foram recebidos pelo procurador-geral de Justiça, Lean Araújo.
De acordo com o MPAL, a associação entregou um pedido de providências com questionamentos sobre o projeto. O procurador-geral, portanto, afirmou que o Ministério Público vai analisar os documentos e os argumentos apresentados pela entidade para verificar se existe alguma questão que possa exigir a atuação do órgão.
Governo diz que não pretende vender a Ceasa
Em nota, o Governo de Alagoas afirmou que não pretende vender a Ceasa e que o projeto em discussão não representa a privatização ou venda do espaço.
O Executivo também informou que os estudos para a concessão começaram em 2024, com participação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), e citou investimentos de mais de R$ 20 milhões em obras de modernização e novos galpões e finalizou dizendo que:
"O processo de aquisição de um terreno vizinho para ampliar a estrutura do Centro e fortalecer suas atividades já foi concluído junto com as obras de modernização e construção de novos galpões, com investimento de mais de R$ 20 milhões."
*Estagiária sob supervisão.
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