Pesquisa mapeia a ingestão de microplástico por peixes em praia de Fortaleza

Publicado em 24/06/2021, às 09h00
Pixabay -

Agência UFC

Não é tão fácil vê-los, mas eles estão lá: ameaça que tem sido bastante debatida nos últimos anos por ambientalistas e cientistas em geral, os microplásticos apresentam riscos, tanto para o meio ambiente quanto para a saúde humana, que ainda estão sendo calculados. Justamente por conta dessa incerteza, estudar e entender essas partículas, que chegam a no máximo 5 milímetros de espessura, tem sido um desafio necessário para a ciência.

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Pesquisa que contribui para isso foi realizada na Universidade Federal do Ceará, por meio do Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Pesca. O estudo analisou a dieta de diferentes espécies para quantificar o impacto dos microplásticos, levando em consideração o tipo de alimento que consomem. Uma das conclusões foi que o consumo das partículas independe da dieta dos peixes, estando todos eles igualmente suscetíveis ao microplástico.

Publicada na revista Marine Pollution Bulletin, a pesquisa analisou ao todo 214 estômagos de sete diferentes espécies de peixes, coletados de 2015 a 2017 na praia do Meireles, em Fortaleza. Entre os estômagos observados, 55% estavam contaminados por microplásticos, contendo até 14 partículas. Foram encontradas, no total, 327 partículas de microplásticos, divididas entre 10 diferentes tipos.

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