Pesquisadores criam algoritmo que identifica se criança tenta acessar o celular

Publicado em 15/02/2018, às 21h22

Redação

Alguns pais sofrem com contas de celular alta, por causa de aplicativos e games que seus filhos baixam sem saber o que estão fazendo. Pois isso pode acabar em breve. Está sendo desenvolvida uma tecnologia que identifica se a pessoa que está desbloqueando o celular é uma criança.

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Dessa forma, fica mais fácil para os pais bloquearem funções de compras, determinados aplicativos e até ligações.

Pesquisadores das Universidades da Carolina no Sul (Estados Unidos) e de Zhejiang (China) criaram um algoritmo capaz de detectar se uma criança está tentando fazer alguma ação proibida no smartphone sem que os pais saibam. A tecnologia impede que a ação continue.

Alguns apps já monitoram as atividades das crianças no dispositivo, mas dependem de ativação dos pais. E se uma criança tiver algum conhecimento do aplicativo, ela é capaz de desativá-lo.

Os pesquisadores acreditam que um sistema que detecte automaticamente a idade de quem está acessando o aparelho seria uma forma mais fácil de controlar o uso. Os pais poderiam ficar mais tranquilos em entregar seus celulares aos filhos, sabendo que eles não vão conseguir comprar games nem entrar em sites inapropriados.

Deslize curto

O trabalho dos pesquisadores identificou formas diferentes de adultos e crianças usarem o celular. O deslize de dedos nas telas funciona de um jeito para os pais, e de outro para os filhos, segundo a pesquisa. Os dedos mais curtos e menores dos filhos pequenos fazem com que o deslize também seja curto e mais lento.

Os dados foram obtidos após testes com crianças de 3 a 11 anos e adultos de 22 a 60, que usaram aparelhos Android e experimentaram desbloqueio de tela, games e aplicativos. Foi possível perceber diferenças também na pressão aplicada no display e na área utilizada para deslizar o dedo.

Com base nesses dados, um algoritmo foi criado para tentar identificar a autoria dos movimentos em um celular. Com apenas um deslize na tela, o algoritmo teve precisão de 84% — após oito deslizes, a taxa chegou a 97% de acerto.

Além dos dados de deslizes, os pesquisadores vão trabalhar com o acelerômetro do celular. Eles perceberam que as crianças fazem movimento mais rápidos com as mãos quando estão segurando um aparelho.

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