PF cumpre mandados contra grupo criminoso que fraudava auxílio emergencial em AL

Publicado em 10/05/2022, às 09h08
Cortesia PF -

TNH1 com Ascom PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça-feira, 10, a operação "Apate", com o cumprimento de 10 mandados de mandado de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal de Maceió, com objetivo de desarticular uma associação criminosa que fraudava auxílio-emergencial.

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Ao todo, 40 policiais federais participam da operação para o devido cumprimento de nove mandados em Alagoas e um em Pernambuco. Segundo a assessoria da PF, a investigação iniciou ano passado quando donos de lotéricas identificaram que determinados funcionários estariam sendo cooptados pela associação criminosa, e informou o fato à Polícia.

"O meio fraudulento empregado consistia na ativação indevida do aplicativo CAIXA TEM, realizada pelos empregados cooptados, com o cadastramento e validação imprópria de inúmeros CPFs, o que ensejou vários pagamentos fraudulentos de auxílios emergenciais, em prejuízo ao Erário Público Federal", destacou a PF em nota.

A polícia destacou também que foi observado que os domicílios daqueles que tiveram os CPFs indevidamente ativados são muito distantes do local do cadastro e ativação do Caixa Tem, em Maceió.

A PF afirmou ainda que os indiciados possuem uma considerável quantidade de contas bancárias. "Trata-se de uma característica comum nas condutas de diversos fraudadores investigados na Banco Nacional de Fraude ao Auxílio Emergencial, que se utilizam desse artificio para otimizar e facilitar a movimentação de dinheiro oriundo de fraudes", continuou o comunicado da instituição.

A investigação conseguiu identificar os envolvidos no crime, o que resultou a expedição dos mandados de busca e apreensão. Os indiciados ficarão à disposição da Justiça Federal para responder pelos crimes de estelionato majorado (art. 171, §3º, do CP) e associação criminosa (art. 288 do CP), que somados podem chegar a 8 anos reclusão.

Apate - Na mitologia grega, Apate era um espírito que personificava o engano, o dolo e a fraude. Foi, junto com o seu correspondente masculino Dolos (o espírito das ardilosidades), um dos espíritos que saíram da caixa de Pandora.

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