PGR pediu busca e apreensão contra Aécio, mas ação foi abortada

Publicado em 06/06/2016, às 10h37

Redação

De acordo com matéria publicada pela Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (6), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir uma ação de busca e apreensão no Senado para para o inquérito que apura a acusação de que o atual presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), atuou para "maquiar" dados da CPI dos Correios, em 2005.

A matéria afirma que a operação só não ocorreu porque o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), emitiu nota à imprensa, em maio, para rebater a versão de que os documentos da CPI teriam sido alvo de manipulação indevida e encaminhou ao Supremo petição dizendo que os documentos eram públicos e estavam à disposição da Justiça.

Tal versão foi dada por outro jornal, o O Globo, que divulgou que documentos da CPI haviam sido deslocados do arquivo do Senado para outro setor da Casa a pedido de Aécio. Não é de hoje que denunciamos que a mídia pauta o andamento de ações, mas esse versão dos fatos, se forem verídicos, revela uma completa submissão aos meios de comunicação.

No inquérito sobre o tucano, que está sob os cuidados do insuspeito ministro Gilmar Mendes no Supremo Tribunal Federal, a suspeita foi reforçada pela delação do ex-senador Delcídio do Amaral na Operação Lava Jato.

Ele afirma que Aécio teria atrasado o envio de dados do Banco Rural à CPI para poder "apagar dados bancários comprometedores" e evitar que a apuração sobre fraudes na instituição levasse a nomes do PSDB. 

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