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A Polícia Civil afirma que o piloto Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, preso dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, suspeito de chefiar uma rede de exploração sexual infantil, levava as crianças para o motel com RGs falsos, de adultos.
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A informação é da delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pela investigação. "Os RGs não eram delas”, explicou a delegada.
A investigação, que durou três meses, aponta que o suspeito é o principal responsável por uma rede de exploração sexual infantil.
“Tudo aponta que ele é o líder, o dono dessa rede de exploração de pornografia infantil”, disse Ivalda.
Segundo Ivalda, além de chefiar a rede, Sérgio, sempre que encontrava as crianças, as estuprava. Uma das vítimas sofreu agressões recentes.
“Quando ele tinha contato físico com as crianças, ele as estuprava. Uma das vítimas está toda machucada, ele bateu nela na semana passada em um motel”, afirmou.
Entre as vítimas identificadas estão três irmãs. A avó delas foi presa temporariamente. Segundo a polícia, uma delas começou a ser abusada ainda na infância.
“Uma delas ele começou a abusar com oito anos, hoje ela está com 12 e 13 anos”, afirmou Ivalda. Outra vítima, segundo a investigação, acabou de completar 18 anos.
Operação
O piloto foi preso na manhã desta segunda-feira (9). Ele já estava na cabine da aeronave, que ia para o aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quando foi abordado pelos policiais civis. A operação, batizada de Apertem os Cintos, investiga, entre outros crimes, estupro de vulnerável, favorecimento da prostituição e exploração sexual de criança e adolescente.
Segundo as investigações da 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Sérgio é suspeito de participar da rede de exploração de pornografia infantil e estupro de vulnerável há pelo menos oito anos.
Além disso, a operação cumpre oito mandados de busca e apreensão contra quatro investigados na capital paulista e na cidade de Guararema, na Região Metropolitana, onde o piloto mora.
Segundo a polícia, "as provas colhidas até o momento mostram que os crimes investigados integram uma estrutura organizada de exploração sexual infantil, com indícios de habitualidade, divisão de funções e atuação coordenada entre os envolvidos".
Em nota, a Latam Airlines Brasil informou que "que abriu apuração interna e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações".
A companhia disse ainda que "repudia veementemente qualquer ação criminosa e reforça que segue os mais elevados padrões de segurança e conduta".
Segundo a empresa, o voo LA3900 (São Paulo/Congonhas–Rio de Janeiro/Santos Dumont), que seria feito pelo piloto preso, operou normalmente, decolando e pousando no horário previsto.
Procurada, a Aena disse, em nota, que "não houve impacto às operações do Aeroporto de Congonhas, que ocorrem normalmente."
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