Pílula do câncer começa a ser testada em pessoas sadias no Ceará

Publicado em 18/06/2019, às 09h47
Divulgação/Universidade Federal do Ceará -

Com agências

Pesquisadores da Universidade Federal do Ceará (UFC) começaram nessa segunda-feira (17) a testar pílulas do câncer em seres humanos. É a primeira vez que o experimento acontece em pessoas sadias no Brasil.

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Ao todo são 64 voluntários de testes da pesquisa com a fosfoetanolamina, que visa observar qual a dosagem máxima do tratamento, verificar possíveis efeitos colaterais e realizar um estudo para analisar em quanto tempo o fármaco é absorvido pelo corpo e quanto tempo continua circulando pelo organismo.

Segundo o diretor do Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento de Medicamentos (NPDM), professor Odorico de Moraes, todos os voluntários são sadios e têm entre 18 e 50 anos. Eles foram divididos em quatro grupos, e cada um será acompanhado por 15 dias.

12 pessoas receberam uma dosagem de 500 miligramas da substância, que é a dosagem inicial do teste. Os outros terão dosagens maiores, com o máximo de três gramas. A próxima etapa, com um novo grupo, deve iniciar no começo de julho.

O professor informou que a fase 1 dos estudos da pesquisa foram encerradas e que as novas etapas dependem de novos recursos advindos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, órgão financiador da pesquisa.

Início das pesquisas

A UFC trabalha com a pesquisa da Pílula do Câncer desde 2015, junto com a comissão nacional para a realização de trabalhos pré-clínicos e clínicos sobre a fosfoetanolamina, principal agente da pílula.

Estudos divulgados em 2016 pela universidade mostram a eficácia da substância sobre um dos tipos mais agressivos e resistentes a respostas do câncer de pele, o melanoma B16F10.

Durante as pesquisas, o tratamento foi submetido em camundongos sendo possível observar uma redução de 64% do crescimento do tumor. Esse índice é menor do que os verificados de outros agentes químicos de tratamento de câncer. Além disso, não houve registro de efeitos colaterais da substância nos animais.

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