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PM e três ex-agentes são presos pela PF sob suspeita de abastecer o TCP, no Rio, com fuzis e pistolas

Publicado em 07/10/2026, às 14h57
PM e três ex-agentes são presos pela PF sob suspeita de abastecer o TCP, no Rio, com fuzis e pistolas - Divulgação / MPRJ

Bruna Fantti / Folhapress

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Um policial militar da ativa, três ex-PMs e um ex-servidor comissionado da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) foram presos nesta quarta-feira (7) sob suspeita de abastecer com fuzis e pistolas o TCP (Terceiro Comando Puro), facção comandada por Álvaro Malaquias Santa Rosa, o Peixão.

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O traficante também era alvo de mandado de prisão e não foi localizado. Os nomes dos presos não foram divulgados e as defesas não foram identificadas.
As prisões fazem parte da Operação Magen, conduzida pela PF (Polícia Federal) e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Foram expedidos sete mandados de prisão preventiva e 18 de busca e apreensão (um deles para um segundo policial militar da ativa) pela 1ª Vara de Organização Criminosa da Capital, cumpridos no Rio, em Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e Seropédica, na Baixada Fluminense e região metropolitana, e em Angra dos Reis, na Costa Verde.

Além de Peixão, um policial civil não foi encontrado e é considerado foragido.
O ex-comissionado da Alerj foi preso em um hotel de luxo à beira da praia da Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio, onde estava hospedado. Os agentes afirmam ter encontrado um fuzil no quarto. Outros dois fuzis foram apreendidos em endereços diferentes.

Procurada, a Alerj afirmou que "não comenta ações policiais e judiciais que não guardam relação com o Parlamento".

Conforme os investigadores, o grupo age desde 2022 e mantinha uma estrutura dedicada a obter, transportar e revender armamento de forma clandestina.

Nesse período de quatro anos, teria movimentado R$ 100 milhões por meio de empresas de fachada ligadas à facção. A Justiça determinou o bloqueio de mais de R$ 250 milhões em bens dos investigados.

O esquema, segundo a apuração, não se limitava ao comércio de armas. Agentes de segurança pública supostamente usavam o acesso que tinham a sistemas restritos do Estado para levantar informações sigilosas e repassá-las à cúpula da organização.

"Os criminosos contavam com a atuação de agentes da segurança pública —incluindo um policial civil e um policial militar da ativa, além de ex-policiais—, os quais utilizavam o acesso funcional a sistemas restritos da administração pública", afirmou a PF.

"Esses servidores consultavam e repassavam aos líderes da quadrilha dados sigilosos referentes a mandados de prisão em aberto, endereços, registros de veículos e alvos de ações policiais em andamento", disse a corporação.

Os dados, segundo a PF, tinham dois usos: avisar integrantes do grupo sobre ações policiais iminentes, permitindo que escapassem, e alimentar investigações paralelas feitas pela própria quadrilha para extorquir vítimas e obter dinheiro.

Em nota, a SEPM (Secretaria de Estado de Polícia Militar) informou que a Corregedoria da corporação participou da operação.

A secretaria afirmou que vai abrir um PAD (Procedimento Administrativo Disciplinar) para apurar a conduta de dois agentes. Disse ainda que não tolera crimes ou desvios de seus integrantes e que a Corregedoria colabora com as investigações.

A investigação ficou a cargo do Gise (Grupo de Investigações Sensíveis), da PF no Rio, e do Gaesf, grupo especializado do Ministério Público.

A Promotoria já denunciou dez pessoas à Justiça. Caso a Justiça aceite a representação e inicie uma ação penal, elas responderão por organização criminosa armada, comércio ilegal de armas de fogo e munições, violação de sigilo funcional, usura e lavagem de dinheiro.

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