PM flagrado com drogas tem prisão preventiva decretada pela Justiça; saiba quem é

Publicado em 10/04/2026, às 12h54
- Reprodução e Divulgação / MP

TNH1

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O policial militar identificado como Adeildo Rodrigues Lisboa Neto, de 34 anos, suspeito de desvio de conduta funcional e tráfico de drogas, teve a prisão em flagrante convertida em preventiva em audiência de custódia realizada pela Justiça de Alagoas na quinta-feira (9).

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Adeildo foi preso no mesmo dia, dentro de casa, com maconha, pinos de cocaína, cocaína em pó e cerca de R$ 7,5 mil em dinheiro. Ele foi alvo da operação deflagrada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) que investiga desvios de conduta funcional e a prática de crimes cometidos por agentes da Segurança Pública. O PM foi o único preso.

A decisão pela manutenção da reclusão do policial foi da 6ª Vara Criminal da Capital. No documento, o juiz classificou o fato como de "extrema gravidade" pelos itens apreendidos e pela atuação esperada de um policial militar.

De modo que dele se espera atuação voltada à repressão da criminalidade, sendo, portanto, especialmente reprovável sua suposta vinculação a atividades ilícitas, notadamente aquelas relacionadas ao tráfico de drogas e à posse irregular de munições", consta em um trecho da decisão.

O TNH1 procurou a defesa do militar que disse que prefere não se manifestar sobre os fatos, que ainda precisam de apuração.

A prisão

Nos autos do processo, aos quais a reportagem teve acesso, consta que o policial militar, que está na ativa, foi surpreendido nas primeiras horas da manhã do último dia 9, na casa onde mora, no bairro Feitosa, por equipes do Ministério Público e da Companhia de Choque da PM. Elas cumpriam mandado de busca e apreensão expedido pela 17ª Vara Criminal da Capital.

Na residência, foram encontrados e apreendidos materiais que levaram à prisão em flagrante do militar. Confira:

Veja imagens:

Divulgação / MP
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Investigado pelo MPAL por desvio de conduta, Adeildo já recebeu quatro certificados de destaque profissional da corporação, que destacaram a dedicação e o compromisso do PM. Todos foram emitidos pelo 4º Batalhão.

A operação

De acordo com o Ministério Público, as investigações buscam esclarecer supostos excessos e irregularidades em intervenções policiais realizadas em estabelecimentos comerciais e residências. Há indícios de manipulação de ocorrências e imposição de exigências indevidas no exercício das atribuições funcionais.

Ao todo, a 17ª Vara Criminal da Capital expediu 12 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e funcionais ligados aos investigados, entre eles agentes públicos e particulares.

Ainda segundo o MPAL, a atuação visa o controle qualificado da atividade estatal, especialmente quando há indícios de utilização indevida da estrutura policial para fins alheios ao interesse público. A conduta pode configurar crimes como abuso de autoridade, corrupção, extorsão qualificada e outras infrações penais.

Este trabalho visa garantir a legalidade da atividade policial, coibir desvios de poder e fortalecer a confiança da sociedade nas instituições, que devem estar estritamente vinculadas aos princípios da legalidade, moralidade e interesse coletivo", declarou o promotor de Justiça Napoleão Amaral, coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O que diz a Polícia Militar

Em nota (leia na íntegra abaixo), a Polícia Militar de Alagoas determinou a abertura de um procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta do agente e destacou que "não admite a prática de desvio de conduta por integrantes da instituição".

A Polícia Militar de Alagoas (PM-AL) vem a público manifestar-se a respeito da prisão de um policial militar ocorrida na manhã desta quinta-feira (9), durante operação desencadeada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas (MPE-AL), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O comandante-geral da corporação, coronel Paulo Amorim, reitera que a instituição não admite a prática de desvio de conduta de nenhum de seus integrantes, já determinou a abertura de procedimento junto à Corregedoria para apurar os fatos com o devido rigor e ressalta que nada pode macular o bom nome da corporação.

O comandante-geral lembra que a instituição de 194 anos é regida por normas e regulamentos que prezam pela legalidade, pelo respeito e pela conduta irrepreensível, tanto no exercício da função quanto fora do serviço.
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