PM mobiliza esforços para elucidação da morte do capitão Abraão Taveira

Publicado em 23/11/2024, às 17h17
Abraão da Silva Taveira, tinha 39 anos - Foto: Reprodução

Redação

Militares do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) vão se reunir com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Alagoas (OAB-AL) para pedir apuração das circunstâncias que levaram à morte do capitão Abraão Taveira, ocorrida em setembro do ano passado.
 
O encontro está marcado para a segunda-feira (25), às 11h, na sede da OAB-AL, em Jacarecica, reunindo companheiros de farda, familiares e representantes da corporação.
 
O objetivo do encontro é unir forças e cobrar celeridade na apuração dos acontecimentos que levaram à morte do militar.

Promovido a capitão postumamente, o então 1º tenente Abraão da Silva Taveira, tinha 39 anos e faleceu em 8 de setembro de 2023, em Brasília. 
 
Taveira sofreu um grave acidente durante o treinamento do Curso Operacional de Cinotecnia, promovido pela Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) no dia 30 de agosto de 2023. O combatente ficou internado no Hospital de Base nos dias seguintes, mas, apesar de todos os esforços médicos, não resistiu.
 
Relembre  - O tenente Abraão estava dentro de manilhas de concreto usadas para exercício aquático na Academia do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), corporação que deu instrução durante o curso. O percurso conta com um túnel com manilhas, com trechos encharcados com água, mas não teria conseguido sair da parte alagada antes de perder a respiração.
 
No percurso dentro das estruturas circulares de concreto, semelhantes às usadas para fazer tubulação de esgoto, o tenente precisava percorrer se arrastando. De acordo com informações obtidas pela reportagem do Correio Braziliense, nesse procedimento, os alunos se deslocam com uma camisa molhada no rosto — técnica usada para aumentar a resistência do corpo, mas que pode levar ao afogamento.
 
Quando o curso de formação é voltado para bombeiros, não se usa camisa no rosto, mas o aluno precisa mergulhar a uma profundidade de 2 a 3 metros para resgatar uma vítima, em um exercício simulado. Entretanto, a camisa na face é usada em provas da Polícia Militar e do Exército Brasileiro.
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