TNH1 com TV Pajuçara
Na tentativa de frear a escalada de violência no futebol alagoano, o Poder Judiciário do Estado já determinou o afastamento imediato de 24 integrantes das principais torcidas organizadas do CSA e do CRB. A medida cautelar, que já está sendo cumprida há duas semanas, visa desarticular núcleos violentos das organizadas e garantir a segurança nos dias de jogos em Maceió. A informação foi confirmada pelo delegado Bruno Tavares, em entrevista ao programa Balanço Geral Alagoas, da TV Pajuçara/Record.
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Para garantir o cumprimento da ordem, a Justiça estabeleceu o protocolo de que os 24 indivíduos devem se apresentar a uma unidade da Polícia Militar duas horas antes de cada partida de seus respectivos clubes. Eles só são liberados duas horas após o término do evento esportivo, assegurando que permaneçam monitorados e longe de possíveis confrontos.
"Se eles não cumprirem a determinação judicial, pode ser caracterizado o descumprimento de medida cautelar, o que pode ensejar o pedido de prisão preventiva e o deferimento pelo Poder Judiciário", disse o delegado durante entrevista ao repórter Bruno Protasio.
A "lista dos afastados" foi feita após trabalho de inteligência. "Foi possível mapear 19 indivíduos que estariam planejando confrontos, brigas de torcidas e outros atos relacionados à violência e outros crime ligados à Lei Geral do Esporte. Outros cinco, que também cumprem a medida, foram autuados por posse de drogas no último clássico, em 24 de janeiro, e a Polícia Civil também representou para eles serem afastados dos estádios, e o Poder Judiciário também atendeu a esse pedido", reforçou Tavares.
Histórico criminal
Dentre os 24 monitorados, está o grupo de 14 integrantes de uma organizada do CSA que ganhou destaque por possuir fichas criminais extensas.
Segundo informações detalhadas pelas investigações, esses indivíduos possuem antecedentes que envolvem lesão corporal dolosa; associação criminosa; associação para o tráfico; tráfico de drogas e tráfico qualificado; consumo pessoal de drogas; porte ilegal de arma de fogo, acessório ou munição; posse, fabricação ou emprego de artefato explosivo ou incendiário; dano qualificado com violência ou grave ameaça; desobediência; ameaça; violência doméstica; roubo com aumento de pena (concurso de pessoas); perseguição contra mulher por razões da condição de sexo feminino; e homicídio simples (envolvimento investigado).
Na sexta-feira (06), o grupo foi proibido de comparecer a qualquer partida do time no estado, pelo período de dois meses. Ele é acusado de planejar, coordenar e executar ataques contra torcidas rivais.
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