Pedro Acioli*
A Polícia Civil (PC) divulgou, na manhã desta quinta-feira (26), que descobriu pontos relevantes do trágico acidente em São José da Tapera, no Sertão alagoano, que resultou na morte de 16 romeiros. No entanto, o motorista do ônibus, cujo depoimento pode ser determinante no inquérito, já recebeu alta do hospital onde estava internado, mas ainda não foi ouvido.
LEIA TAMBÉM
O acidente ocorreu por volta das 6h do dia 3 de fevereiro deste ano, no Povoado Caboclo, na rodovia AL-220. O veículo tombou com aproximadamente 60 ocupantes. Todos eles voltavam de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino a Coité do Nóia, no Agreste de Alagoas.
A Polícia Civil destacou que, ao longo desta semana, foram colhidos depoimentos de passageiros do ônibus acidentado, de motoristas que integravam a comitiva, bem como de representantes da Prefeitura de Coité do Nóia, responsáveis pela organização da romaria.
As versões das testemunhas permitiram esclarecer pontos relevantes sobre a dinâmica e as possíveis causas do acidente, o que representou avanços significativos na apuração dos fatos, conforme divulgação da PC. As novas informações ainda não foram divulgadas.
Motorista segue sem falar
O delegado Diego Nunes, titular do 43° Distrito Policial (43°DP) de São José da Tapera, responsável pelas investigações, informou que, o motivo de o motorista ainda não ter prestado depoimento é o período de recuperação que ele ainda passa, mesmo tendo recebido alta do hospital. Já foi descartada falha mecânica.
Ele disse que o depoimento deverá ser colhido nos próximos dias, assim como o de outras pessoas que estavam no veículo e de demais testemunhas.
“É importante ressaltar, contudo, que a conclusão definitiva acerca das circunstâncias do ocorrido dependerá da finalização do laudo pericial, ainda em elaboração”, divulgou a assessoria.
Quem são as vítimas?
Entre os óbitos estão sete mulheres adultas, cinco homens adultos, um adolescente e três crianças. Confira o nome das vítimas:
*Estagiário sob supervisão
LEIA MAIS