Polícia do Rio descobre plano de milicianos para assassinar deputado Marcelo Freixo

Publicado em 13/12/2018, às 19h20
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Documento produzido pelo setor de inteligência da Polícia Civil do Rio de Janeiro afirma que foi descoberto um plano para assassinar o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ), eleito em outubro para a Câmara dos Deputados.

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Segundo o relatório, divulgado pelo site do jornal O Globo, o atentado foi planejado por um policial militar e dois comerciantes ligados a um grupo de milicianos que atua na Zona Oeste do Rio e que é investigado pelo assassinato da vereadora Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, em março.

O crime seria cometido no próximo sábado, quando Freixo participaria de um encontro com professores em Campo Grande, na Zona Oeste, principal área de atuação de grupos paramilitares. O evento foi cancelado. Há dez anos, ele presidiu uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou milícias que atuavam no estado.

Nesta quinta-feira, 13, Freixo, em sua conta no Twitter, ressaltou que, por causa de outras ameaças relacionadas à CPI, conta com proteção policial desde 2008. Segundo ele, o plano para assassiná-lo não é uma ameaça a ele, “mas à democracia”. “Não é uma questão pessoal, é muito mais que isso. A Zona Oeste está hoje sendo governada pelo crime”, acrescentou.

Sou dep. estadual eleito e estou sendo ameaçado mais uma vez. Não é uma ameaça ao Freixo, mas à democracia. Não é uma questão pessoal, é muito mais que isso. A Zona Oeste está hoje sendo governada pelo crime.

— Marcelo Freixo (@MarceloFreixo) 13 de dezembro de 2018

O deputado ressaltou ter apresentado uma série de medidas para o enfrentamento dos milicianos, mas, de acordo com ele, nada foi feito.

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