Polícia faz operação no RJ para prender suspeitos de estupro

Publicado em 30/05/2016, às 10h02

Redação

A Polícia Civil faz, na manhã desta segunda-feira (30), uma operação para prender suspeitos de participar de um estupro coletivo contra uma adolescente de 16 anos. A ação é coordenada pelos delegados Cristiana Onorato, da DCAV (Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima) e Ronaldo de Oliveira, diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada.

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De acordo com as informações da polícia, o objetivo é cumprir seis mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela Justiça contra Marcelo Miranda da Cruz Correa, Michel Brasil da Silva, Sergio Luiz da Silva Junior, Raphael Assis Duarte Belo, Raí de Souza e Lucas Perdomo Duarte Santos.

As investigações do caso estavam sendo feitas pela DRCI (Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática), mas, no domingo (29), o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, decidiu que a investigação do crime de estupro coletivo seria transferida para a DCAV.

Em nota, a Civil informou que "a medida visa evidenciar o caráter protetivo à menor vítima na condução da investigação, bem como afastar futuros questionamentos de parcialidade no trabalho". A Civil não informou se Alessandro Thiers, que conduzia o caso, continuará investigando o vazamento das imagens do crime na internet.

Críticas ao delegado

As críticas ao delegado Alessandro Thiers começaram na sexta (27). A advogada da adolescente, Eloisa Samy, disse, na ocasião, que iria pedir o afastamento do titular da DRCI porque ele criminalizou a vítima.

Thiers questionou se a menina, que afirma ter acordado em uma casa com 33 homens e sido estuprada, teria o hábito de fazer sexo em grupo. Também foram ouvidos dois homens que disseram que a jovem teria feito sexo consensual com um deles.

A deputada Martha Rocha (PDT), ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, divulgou na tarde deste sábado (28) nota em repúdio a declarações do delegado. Ela também diz acreditar que falas do agente publicadas na imprensa "criminalizam e culpabilizam" a vítima.

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