Polícia Federal de Minas deve concluir investigação sobre Brumadinho até junho

Publicado em 16/01/2020, às 15h56
Ibama -

Folha Press

Após quase um ano do rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, da Vale, em Brumadinho (MG), a Polícia Federal de Minas Gerais estima que a partir de junho deve finalizar as investigações para indiciar funcionários da mineradora e da empresa alemã Tüv Süd por crime de homicídio e por crimes ambientais.

LEIA TAMBÉM

O rompimento, em 25 de janeiro do ano passado, deixou 270 mortos -11 ainda não foram encontrados.

Segundo o delegado Luiz Augusto Pessoa, que conduz o inquérito, falta a conclusão de um laudo de engenharia para determinar a causa da liquefação dos rejeitos da barragem, que gerou o seu rompimento. O resultado é esperado para junho.

A partir disso, o delegado espera saber se é possível responsabilizar os funcionários da Vale e da Tüv Süd por homicídio doloso (quando há intenção de matar), culposo (quando não há intenção) ou ainda com dolo eventual (quando o agente assume o risco de matar).

A investigação não descarta responsabilizar os executivos da Vale e da Tüv Süd, inclusive o presidente afastado da mineradora, Fabio Schvartsman.

"É um trabalho muito complexo. Prefiro fazer um trabalho bem feito, seguro e que não gere questionamentos", afirmou o delegado ao responder sobre a pressão da sociedade para que a Vale seja punida.

A perícia é feita com a ajuda da Universidade de Barcelona e com a Universidade do Porto. 

Além de homicídio, a investigação mira crime ambiental de poluição (de um a cinco anos de prisão), inclusive de lençol freático, e de destruição de sítios arqueológicos (de um a três anos de prisão).

Gostou? Compartilhe

LEIA MAIS

Mais dez policiais são denunciados por crimes na Operação Contenção Família catarinense tem sete netos bilionários, herdeiros da WEG, na lista da Forbes Moraes pede ao Itamaraty informações sobre agenda de assessor de Trump Dentista é indiciado por estuprar 10 crianças e adolescentes no PR