TNH1 com TV Pajuçara
A Polícia Civil confirmou, nesta quinta-feira (05), que segue em andamento a investigação da morte de Arthur Oliveira Fochi, a criança de seis anos encontrada boiando em uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE), no Conjunto Parque dos Caetés, no Benedito Bentes. O inquérito foi instaurado para apurar o caso como óbito por afogamento e a responsabilização de terceiros não está descartada.
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O principal ponto checado no momento é se houve negligência das pessoas responsáveis pela área privativa, da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal). Para ter acesso à ETE, Arthur teria passado por uma grade e depois entrado na água. Ninguém havia identificado a presença dele no local.
"O inquérito foi instaurado para apurar uma morte por afogamento. Os terceiros que deveriam zelar, colocar uma grade melhor ou uma tela com manutenção, para evitar o que aconteceu, nesse caso, podem ter algum tipo de responsabilização seja no âmbito criminal ou cível", disse o delegado Sidney Tenório, em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara.
Arthur desapareceu na terça-feira passada e foi localizado menos de 24 horas depois. Segundo a mãe, o menino saiu em disparada e fez ela perdê-lo de vista. Os familiares destacaram que a criança era bem cuidada tanto pela mãe quanto pela avó.
"A avó explicou que a mãe estava chegando para deixar a criança, como de costume, pois trabalha como motorista de aplicativo. E nesse momento, numa ação rápida, entre sair do carro e abrir o portão, a criança terminou correndo para a estação de tratamento de água. A mãe quase concomitante passou a gritar para saber onde estava o filho que havia desaparecido. Os outros parentes também correram atrás, para localizar, mas não conseguiram naquela noite", disse.
"Havia a conversa entre os parentes que a mãe era muito cuidadosa, e nunca deixava a criança sozinha, até por causa da questão do autismo, e deixava com a avó. Pelo menos nesse primeiro momento achamos que foi uma fatalidade", complementou o delegado.
O que diz a Casal
A Casal explicou, em nota enviada no dia do achado do corpo, que a estrutura operacional é destinada exclusivamente ao tratamento de esgoto, não sendo de acesso público nem apropriado para atividades de lazer ou permanência de pessoas.
Ainda segundo a Companhia, a unidade, de grande porte, está situada em área isolada, cercada por arame farpado, postes de cimento e cerca viva, uma estrutura de segurança compatível com sua operação, além de rondas frequentes. No entanto, tem sido alvo de atos de vandalismo que danificam cercamentos e dispositivos de proteção, exigindo reparos constantes.
Por fim, a Casal afirmou estar colaborando integralmente com as autoridades competentes na apuração dos fatos e se coloca à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais que se façam necessários.
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