Folhapress
A Polícia Civil do Ceará prendeu preventivamente dois integrantes da torcida organizada Cearamor suspeitos de participação no envio de um artefato explosivo à filha do presidente do Ceará, João Paulo Silva.
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Segundo a investigação, o pacote continha flores, bombons, um explosivo e um bilhete com as mensagens "Fora JP" e "Safado". A polícia apura o caso como um atentado que colocou em risco a adolescente e outras crianças presentes no local.
As investigações continuam para identificar os financiadores e articuladores do crime. A Polícia Civil também pediu a prisão preventiva de um terceiro suspeito, que está foragido, e obteve acesso aos dados dos celulares apreendidos durante a operação.
De acordo com a corporação, o grupo atuou de forma coordenada, utilizando duas motocicletas com placas encobertas para dificultar a identificação.
Durante as buscas pelo terceiro investigado, policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) prenderam um quarto homem em flagrante por tráfico de drogas. Na residência dele foram apreendidos 3 kg de maconha, 1 kg de cocaína, materiais utilizados no tráfico e roupas da torcida organizada Cearamor.
RELEMBRE O CASO
O caso ocorreu na última quinta-feira (26), quando um pacote foi entregue na escola de teatro frequentada por uma das filhas do presidente do Ceará, João Paulo Silva, no bairro Joaquim Távora, em Fortaleza.
O mandatário classificou o episódio como "inadmissível" e afirmou que o atentado ultrapassou todos os limites ao colocar em risco a integridade física de sua filha.
Em nota, o Ceará repudiou o ataque, informou que um inquérito foi instaurado pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) e cobrou a identificação e punição dos envolvidos.
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