Polícia prende traficantes que usavam cargas de flores para transportar drogas no DF

Publicado em 19/12/2024, às 19h38
- Reprodução/Polícia Civil DF

CNN Brasil

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou na manhã desta quinta-feira (19) uma operação contra uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. O grupo utilizava cargas de flores e plantas para transportar cocaína e maconha.

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As investigações apontaram a existência de quatro empresas de fachada usadas para lavar dinheiro, sendo três em São Paulo e uma no Distrito Federal. Uma das empresas de São Paulo movimentou R$ 199 milhões nos últimos dois anos.

A operação cumpriu 69 mandados, sendo 23 de prisão temporária e 46 de busca e apreensão. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 10 milhões de contas de pessoas físicas e R$ 100 milhões de pessoas jurídicas envolvidas no esquema.

De acordo com a PCDF, as investigações começaram no ano passado, quando agentes encontraram uma mala abandonada contendo 29 quilos de cocaína.

“O grupo é estruturalmente ordenado e caracterizado pela divisão de tarefas, com o fim de obter vantagem patrimonial mediante a prática de infrações penais graves, notadamente o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro”, afirma a Polícia Civil.

Estrutura familiar

Segundo as investigações, o grupo é chefiado por um homem de 49 anos. Sua esposa, de 36 anos, também participa da organização criminosa, sendo a principal operadora financeira.

A rede também incluía um núcleo familiar responsável por administrar os recursos obtidos com o tráfico, composto por dois irmãos (35 e 28 anos), ambos já foram presos anteriormente por tráfico, a companheira de um deles, de 31 anos, e a mãe, de 47 anos.

Além desse núcleo central, o grupo contava com três gerentes, responsáveis pela distribuição das drogas, com idades de 47, 45 e 39 anos. Um integrante de 45 anos era encarregado pelo transporte da droga de São Paulo para o Distrito Federal.

A investigação identificou ainda uma fornecedora de drogas em São Paulo, de 46 anos. Outros envolvidos atuavam como pequenos traficantes e “testas de ferro” no esquema.

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