Polícia prende vizinhos suspeitos de morte de corretora esquartejada; erros de português levantaram suspeita

Publicado em 13/03/2026, às 13h08
Luciani desapareceu em Florianópolis, e erros em mensagem no WhatsApp fizeram soar o alerta - Reprodução / Arquivo pessoal

Guilherme Tagiaroli e Tayguara Ribeiro / Folhapress

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A polícia prendeu três vizinhos de corretora que estava desaparecida em Santa Catarina. Eles são suspeitos de a assassinarem e realizarem compras em nome da vítima.

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A corretora Luciani Estivalet, 47, estava desaparecida desde o dia 5 de março. De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, a família comunicou o desaparecimento no dia 10 de março.
Família de Luciani suspeitou de comunicação com erros de português via WhatsApp.

Segundo a irmã, Mônica Estivalet, a conversa com Luciani ficou estranha e no domingo (8), notou uma série de erros cometidos uma mensagem escrita, o que fez denunciarem o caso para as autoridades. Além disso, havia recusa para receber chamadas.

FORAM PRESOS TRÊS SUSPEITOS ENVOLVIDOS COM O CRIME

Homem de 27 anos e sua companheira de 30 anos. Eles são suspeitos de terem matado Luciani, e foram detidos tentando fugir para o Rio Grande do Sul.

Mulher de 47 anos. A polícia diz que ela era beneficiária e recebia pertences comprados com em nome da vítima, como notebook e televisão. Itens ficavam em um apartamento desocupado sob sua responsabilidade.

Polícia acredita que corretora estava morta desde a semana passada. O corpo teria ficado no apartamento até 7 de março. Após isso, os suspeitos retiraram do local, a esquartejaram e espalharam por diversos locais. Um adolescente, irmão do homem de 27 anos, está foragido e é suspeito de ter retirado mercadorias compradas com meios de pagamento de Luciani e ter auxiliado na ocultação do corpo.

Corpo foi encontrado no dia 9 de março na cidade de Major Gercino (a 106 km de Florianópolis). A identificação, porém, foi só realizada nos últimos dias. Segundo a polícia, os suspeitos teriam dividido o corpo em diversas partes e jogado em um rio na área rural da cidade.

Família da corretora estranhou comportamento dela por WhatsApp. Segundo relato de irmã, em troca de mensagem pelo app, vários erros de português eram cometidos, o que não era comum. Trechos como "pesso" (peço), "persiguindo" (perseguindo), "precionando" (pressionando) e "respentem" (repeitem) levantaram suspeitas.

"Minha irmã tem curso superior e fala três línguas diferentes. Ela sempre foi muito regrada com o português", disse Mônica Estivalet.

Conteúdo supostamente escrito por Luciani dizia para a família deixá-la em paz. A mensagem cita que a corretora estava bem e que iria viajar para fora do país, onde encontraria uma amiga. Mônica, que mora no Rio Grande do Sul, entrou em contato com o irmão, que vive em Florianópolis, para acionar a polícia, relatando o que ocorreu. A polícia, então, passou a investigar o desaparecimento, diz a família.

Luciani foi vista pela última vez na Praia dos Ingleses, em Florianópolis, em 4 de março. De acordo com a família, citando rastreamento da Polícia Civil de Santa Catarina, o carro dela foi visto pela última vez às 2h de sábado (7) no norte da ilha. Depois, por volta das 4h, o veículo foi visto na Via Expressa. E, às 9h, entrando na Ponte Ivo Campos, em Florianópolis. O último local onde o veículo foi visto foi na cidade de São João Batista (a 80 km de Florianópolis).

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