TNH1 com TV Pajuçara
A Polícia Civil de Alagoas está investigando o desaparecimento de Andreas Denicio Borges Barros, de 14 anos, sumido há cerca de uma semana, no município de São Miguel dos Milagres, no Litoral Norte de Alagoas.
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Em entrevista à TV Pajuçara, o delegado Ronilson Medeiros, responsável pela coordenação de pessoas desaparecidas em Alagoas, revelou que pessoas próximas apontaram que o jovem tinha histórico de relação com o tráfico de drogas.
Além disso, familiares teriam realizado um pagamento recente por conta de uma dívida que Andreas tinha com drogas. No dia 27 de fevereiro, ele foi atraído para um local por pessoas ainda não identificadas e não foi mais visto.
O caso está sendo investigado pelo delegado Heleno Araújo, de São Miguel dos Milagres, e estão sendo providenciados depoimentos, além de outras ações na região buscando localizar o adolescente.
Qualquer informação sobre o desaparecimento de Andreas Denicio pode ser fornecida para a polícia através do Disque Denúncia (telefone 181). A ligação é gratuita e o sigilo é assegurado.
18 pessoas desaparecidas na região
Ainda segundo o delegado Ronilson Medeiros, o número de desaparecidos na região já chega a 18, e a polícia suspeita da existência de um cemitério clandestino na localidade que possam estar essas pessoas.
“Se [a sociedade] souber de alguma situação envolvendo um cemitério clandestino, que com certeza tem naquela cidade. Já são 18 pessoas desaparecidas e tem alguns com mais de um ano desaparecidos, essa pessoa não foi transitar em outro local, não quis quebrar um vínculo familiar, não é um desaparecimento voluntário, é um desaparecimento criminoso”, explicou o delegado.
Ronilson ainda explicou que existe subnotificação de desaparecidos pelos familiares terem medo de procurarem as autoridades e fazerem o boletim de ocorrência.
“É percebido pelos noticiários que o tráfico de drogas vem aumentando na região, a questão de homicídios também é preocupante. Não tenho lugar para falar dos números de homicídio, mas falo com propriedade da questão dos desaparecimentos. Vale ressaltar que existe uma quantidade muito grande de subnotificação naquela região, a gente percebe que muitos dos familiares tem medo de fazer o boletim de ocorrência”.
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