Redação
O historiador Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, suspeito de encomendar a morte de Johanisson Carlos Lima Costa, o "Joba", optou por ficar em silêncio ao ser interrogado sobre o crime, nessa segunda-feira (26), instantes após se apresentar à polícia. A informação foi passada pela delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (27).
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Ruan estava acompanhado do advogado quando compareceu à sede da DHPP, na última noite. O historiador não estava com o aparelho celular para ser periciado e ficou recluso pois havia um mandado de prisão expedido contra ele, cumprido na unidade policial. Ruan também passou pelo Instituto Médico Legal, onde foi submetido a exame de corpo de delito.
Tacyane Ribeiro destacou que o suspeito apresentou nervosismo enquanto era ouvido pela polícia e limitou-se apenas a confirmar os dados pessoais. "Ele não tem antecedente criminal e estava bastante nervoso. Só respondeu a primeira parte do interrogatório, sobre os dados dele. Sobre os fatos, ele ficou em silêncio. Ele tem o direito de permanecer em silêncio, tanto no âmbito policial quanto judicial. Mas, de certa forma, não colaborou com a investigação. Ele teve a oportunidade de dar a versão dele dos fatos", ressaltou.
Uma audiência de custódia será realizada nesta manhã. Nela, a Justiça vai decidir se Ruan responderá em liberdade ou se permanecerá preso preventivamente.
Polícia descarta ligação de mulher com crime
A delegada Tacyane Ribeiro descartou a participação da ex-companheira de Joba e Ruan no crime. Ela enfatizou que a linha de investigação foi mantida, de que essa mulher teve um relacionamento com a vítima no passado e agora reatava o romance. E no período que não estavam juntos, ela e Ruan tiveram um namoro breve. O suspeito não teria aceitado a reconciliação dela com Joba.
"Quanto ao aparelho da mulher, já foi verificado na sexta-feira, no dia do depoimento dela, e nada de suspeito foi encontrado no celular [...] No inquérito policial, não consta que ela tenha participado do crime", rechaçou.
"Foi um problema pessoal, no sentido que a ex-namorada do Joba tinha o envolvimento amoroso com o Ruan. Mas terminou e estava reatando com o Joba. E essa foi a motivação que ceifou a vida do Joba", complementou Ribeiro.
O assassinato
Johanisson, ou "Joba", como era conhecido, era coordenador da categoria de base do CRB e foi executado com um tiro à queima-roupa na cabeça depois de sair de casa, na Santa Lúcia, a caminho do CT Ninho do Galo, onde trabalhava.
A vítima foi perseguida e baleada por um ciclista pelas costas. O atirador, Raul Silva de Melo, 27, morreu em confronto com a polícia no Clima Bom, no último domingo (25), dois dias depois do homicídio. Mais dois suspeitos, José Cícero Aprígio da Silva, 27, e Ana Tássia da Silva Santos, 28, que reagiram à investida policial também morreram.
Já o "piloto de fuga", o motociclista que apareceu em vídeo dando carona ao ciclista depois da execução, foi identificado como Symeone Batista dos Santos e preso no fim de semana. Ele confessou participação no crime e segue recluso.
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