Polícia suspeita de crime passional e prende namorada de jovem carbonizado no Sertão

Publicado em 29/02/2024, às 12h00
Arquivo Pessoal -

João Victor Souza

A companheira de Marcos André de Lima Santos, o jovem de 23 anos que foi baleado e carbonizado em janeiro deste ano no município de Água Branca, no Sertão de Alagoas, foi presa nesta quinta-feira, 29, na cidade de Paulo Afonso, no interior da Bahia, sob a suspeita de participação no crime. A detenção dela aconteceu horas depois do comunicado da polícia sobre a prisão de um empresário em Ribeira do Pombal, também na Bahia, apontado como mandante do homicídio. Os dois presos são ex-namorados e a polícia suspeita de crime passional. 

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Em entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara, o delegado Thales Araújo revelou que a mulher tem ligação com o assassinato por ter atraído Marcos André para a emboscada. "Ele tinha sido atraído ao local pela sua então namorada, que disse que tinha um problema no veículo e pediu ajuda. O ex-companheiro dela também chegou ao local e o executou, depois ateou fogo. Todos os elementos levam a crer que o plano teve participação da mulher, motivo pelo qual, ela foi presa hoje em Paulo Afonso", disse.

Ainda de acordo com o delegado, Marcos André vinha sendo ameaçado pelo ex-namorado da companheira. "Segundo relatos da mulher, ela mesmo teria dito para a vítima se afastar, porque o ex era violento e poderia cumprir as ameaças. Enquanto o homem tentou se esconder da polícia, ela até então não acreditava que seria apontada como suspeita", destacou, ao ressaltar que eles viviam um triângulo amoroso.

"Estamos realizando diligências de busca e apreensão para poder recolher computadores e celulares, para que tenhamos respostas para essas perguntas. Mas é fato que ela participou da morte da vítima", continuou o delegado.

Thales Araújo ainda afirmou que as outras pessoas envolvidas no homicídio também estão sendo investigadas, mas até o momento não se sabe o paradeiro delas. "A partir das duas prisões, vamos levantar novos dados, para que a polícia tenha o desenho completo da dinâmica do fato e a participação de cada pessoa. Todas as hipóteses são levadas em consideração. Podem ter sido quatro pessoas, mais ou menos, mas vamos apurar quem executou e planejou o crime"

Assim como o empresário, a mulher também deve responder pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe. A prisão preventiva foi decretada pela Vara do Único Ofício de Água Branca. 

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