Policiais civis fazem nova paralisação de 24 horas para pressionar governo

Publicado em 08/11/2016, às 08h50

Redação

Policiais civis farão duas paralisações de 24 horas nesta semana, uma delas, nesta terça (8). A deliberação ocorreu em assembleia geral, na tarde de ontem, no auditório dos Urbanitários, e foi motivada porque a categoria afirma não ter tido avanço na pauta de reivindicações, em destaque, a apresentação de proposta de reajuste do piso salarial por parte do governo do Estado.

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A primeira paralisação já começou e vai durar até o início da quarta-feira. A segunda ocorre na sexta-feira (11). A orientação do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) é parar serviços em delegacias da capital e do interior, especializadas, centrais, regionais e setores da Polícia Civil de Alagoas.

Na assembleia, o presidente do Sindpol, Josimar Melo, ressaltou o avanço da mobilização da categoria e adesão à campanha "Polícia Legal". A Delegacia Geral já está disponibilizando 500 coletes balísticos, no tamanho M. O sindicalista ressaltou que a instituição policial tem que possuir coletes para todos os policiais com os seus respectivos tamanhos. "Sem colete balístico, armamento e munições dentro da validade e em perfeito estado, o policial não poderá sair para diligência", alerta.

Reivindicações

Entre os principais pleitos da categoria estão: o reajuste do piso salarial de acordo com piso da Segurança Pública para nível superior no Estado de Alagoas, a revisão do Plano de Cargos, Carreira e Subsídios (PCCS) com tratamento isonômico para os policiais civis do último concurso público, o pagamento do risco de vida e de insalubridade, o fim do desvio de função que é a custódia de preso, plano de saúde mantido pelo Estado, entre outros.

Os policiais civis marcaram uma nova assembleia geral para a quarta-feira (09), a partir das 13 horas. O local ainda será definido.

Seplag diz que policiais "desvirtuam" informações 

Em nota enviada à imprensa, a Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) diz que "o Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) tenta desvirtuar as informações debatidas em Mesa de Negociação Permanente do Governo". 

Ao pleitear um aumento salarial de R$ 3.062,00 para R$ 5.500,00, o que significaria um reajuste de 79,59%, fica claro que os membros do Sindicato vivem em um mundo fora da realidade, sem considerar o atual momento de crise financeira em todo o País. Vale ressaltar que o Governo de Alagoas apresentou uma proposta de aumento salarial à categoria, que foi rejeitada pelos servidores.


A Seplag ressalta que o Estado tem como função acolher a todas as categorias profissionais dos servidores públicos do Poder Executivo, o que inviabiliza o atendimento exclusivo aos pleitos do Sindpol, que não tem se flexibilizado durante os encontros em Mesa de Negociação.


Em relação ao questionamento do sindicalista sobre o aumento de funcionários na Seplag, seria preciso ter o mínimo respeito em aguardar o comparativo dos números, conforme foi acordado no encontro da última segunda-feira (07). De acordo com o explicado em reunião com os sindicalistas, o aumento da folha da Seplag deveu-se ao processo de exoneração e nomeação de cargos, respeitando os termos da Lei Delegada nº 47, de 10 de agosto de 2015.


É preciso considerar que as medidas de austeridade do Governo ajudaram a enxugar a folha de pagamento estadual em mais de 30%, tornando Alagoas o Estado com menor número de comissionados no Brasil.


A Seplag reitera que a ética, transparência e proximidade são premissas do Governo de Alagoas e têm sido colocadas em prática com os servidores públicos alagoanos, ao procurar fazer uma gestão com responsabilidade, evitando que a sociedade alagoana vivencie um caos, como tem acontecido em diversos estados da Federação.

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