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Policiais guiados por gritos acham cativeiro para tortura em paraíso turístico

Publicado em 26/09/2026, às 14h31
- Foto: Divulgação

Extra Online

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Uma patrulha de rotina da polícia espanhola na madrugada acabou com o desmantelamento de uma "câmara de tortura" na cidade turística de Estepona (Andaluzia, Espanha). O local, forrado com plástico, foi descoberto após agentes ouvirem os gritos de uma vítima ensanguentada que dizia: "Eles vão me matar!". Vários suspeitos de integrarem uma violenta quadrilha acabaram presos.

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O caso dramático na paradisíaca Costa del Sol começou pouco depois de 1h em 5 de setembro, quando uma mulher desesperada acionou a polícia após receber um recado preocupante do companheiro.

Segundo documentos judiciais obtidos pelo jornal "El Español", a namorada relatou a autoridades:


"Meu parceiro foi a uma casa para tratar de assuntos suspeitos e me disse que, se não entrasse em contato comigo em dez minutos, eu deveria chamar a polícia", afirmou ela.
Policiais que patrulhavam a área foram até o local e deram de cara com um cenário de filme de terror. Conforme os registros do tribunal citados pela imprensa local, "Um homem nu saiu correndo pela porta da cozinha, com sangue no rosto e em pânico, gritando: 'Eles me sequestraram e vão me matar!'".


Em seguida, dois homens vestidos totalmente de preto — ao menos um deles armado — pularam o muro do jardim. Logo depois, outros suspeitos saíram em disparada da residência, fugindo em direções opostas.


Os patrulheiros pediram reforços imediatamente, e deram início a uma grande caçada por toda a região litorânea da Espanha. Ao entrarem no imóvel para fazer uma varredura, os agentes encontraram outra cena inusitada.


Guiados por pedidos de socorro, os policiais acharam uma sala preparada exclusivamente para sessões de tortura. O cômodo tinha chão e paredes cobertos de plástico em volta de uma única cadeira, além de materiais como fita adesiva, abraçadeiras plásticas, alicate, martelo e uma pistola com silenciador.

Preso à cadeira, os agentes resgataram a segunda vítima: um espanhol identificado como Miguel Ángel, que estava nu e sangrava pela boca. Ainda no local, ele declarou aos policiais: "Eles iam me matar".


"Fui sequestrado e ferido… Estávamos sendo mantidos em cativeiro", completou Miguel.
A primeira vítima a fugir, um marroquino identificado nos autos apenas como Hamza, também passou pelo cativeiro. No entanto, segundo "El Español", fontes da investigação apontam que nenhuma das duas vítimas era "totalmente inocente".


Uma das fontes revelou que "tudo indica que esses homens estão sendo torturados como forma de acerto de contas, por não cumprirem uma tarefa que lhes foi designada pela quadrilha". O bando responsável pelo crime é uma organização criminosa de origem sérvia. Os sete homens que fugiram do imóvel pertencem ao grupo.


"Trata-se de uma quadrilha dedicada ao tráfico de cocaína e haxixe, cujas atividades também abrangem outros crimes, como extorsão", detalhou a investigação exposta pelo jornal.


Além da acusação de tortura, os sete sérvios são suspeitos de usar a casa como base de operações para uma rede de narcotráfico que se estende por quase 500 quilômetros, entre a Andaluzia e a região de Levante. Encaminhados para um presídio em Málaga, os acusados ainda chegaram a ameaçar os agentes penitenciários para ficarem em celas compartilhadas, alertando que haveria "problemas" caso não fossem atendidos.

Autoridades informaram que ambas as vítimas do cartel têm passagens anteriores pela polícia e uma delas também acabou presa por envolvimento com o crime organizado.

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