Policiais legislativos presos desmontavam escutas na casa de senadores

Publicado em 21/10/2016, às 09h56

Redação

Os nove mandados da operação Métis, da Polícia Federal que resultou na prisão de quatro policiais legislativos e no cumprimento de mandados em gabinetes no Congresso Nacional, visam desarticular associação criminosa armada responsável por atrapalhar a Operação Lava Jato, entre outras investigações.

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Os mandados estão sendo cumpridos apenas em Brasília/DF, sendo quatro de prisão temporária. Além desses mandados de prisão temporária, a PF cumpre também outros cinco mandados de busca e apreensão, um deles nas dependências da Polícia do Senado. Os mandados foram expedidos pela 10º Vara Federal do Distrito Federal.

Foram obtidas provas de que o grupo, liderado pelo Diretor da Polícia do Senado, Pedro Ricardo Araújo Carvalho, conduzido coercitivamente, tinha a finalidade de criar embaraços às ações investigativas da Polícia Federal, procurando e desmontando escutas nos gabinetes e em casas de senadores e de ex-senadores, utilizando-se de equipamentos de inteligência públicos.

Em um dos eventos, o Diretor da Polícia do Senado ordenou a prática de atos de intimidação à Polícia Federal, no cumprimento de mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal em apartamento funcional de Senador.

Os investigados responderão por associação criminosa armada, corrupção privilegiada e embaraço à investigação de infração penal que envolva organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 14 anos e 6 meses de prisão, além de multa.

A Justiça Federal determinou a suspensão do exercício da função pública dos policiais do Senado envolvidos. O nome da operação faz referência à Deusa da proteção, com a capacidade de antever acontecimentos.

Os agentes da Polícia Federal já deixaram o Congresso Nacional.

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