TNH1 com CNN Brasil
A Polícia Federal prendeu um policial penal que estava foragido desde o mês de março por favorecer criminosos no Rio de Janeiro. Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, conhecido como "Bonitão", foi detido na manhã de sexta-feira (24), em Orlando, nos Estados Unidos.
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Ele era foragido da Operação Anomalia, quando foi alvo de mandado de prisão preventiva, mas não foi localizado. "Bonitão" é investigado por participar de uma estrutura voltada à facilitação logística de atividades relacionadas ao tráfico de drogas e à atuação de milícias.
Segundo a investigação, o policial já foi segurança de jogadores de futebol e assessor parlamentar. Ele foi preso após o cruzamento de informações entre a Superintêndencia da PF no Rio de Janeiro e a DEA (Drug Enforcement Administration), a agência federal de combate ao tráfico de drogas do Departamento de Justiça dos EUA .
"Bonitão" deverá passar por uma audiência de custódia com a justiça americana, que avaliará eventuais medidas de deportação do foragido da justiça brasileira.
A operação Anomalia foi desenvolvida no âmbito da Força-Tarefa Missão Redentor II, com o objetivo de cumprir mandados do STF (Supremo Tribunal Federal) contra o núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e venda de influência para favorecer os interesses de um traficante internacional de drogas.
Operação Anomalia
Durante a fase da operação deflagrada no início de março, foram cumpridos 14 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão na capital e na Região Metropolitana do Rio.
Entre os presos estavam Fabrizio Romano, delegado da Polícia Federal, um delegado da Polícia Civil, dois policiais civis e sete policiais militares, além de outros alvos. Por determinação do STF, todos os investigados também foram afastados imediatamente das funções públicas.
Segundo a corporação, o grupo utilizava informações privilegiadas e influência dentro do aparato estatal para beneficiar criminosos e obter vantagens financeiras. Durante as diligências, foram apreendidos cerca de R$ 50 mil em espécie, armas, munições, celulares, um veículo e documentos.
Os suspeitos poderão responder, conforme o grau de participação, por organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de capitais. O material apreendido durante as buscas será analisado para identificar possíveis outros envolvidos no esquema investigado.
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