Por que há vacinas injetáveis, em gotas e por via nasal?

Publicado em 29/07/2020, às 07h35
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BBC News

Para as crianças, a melhor vacina era aquela contra a pólio. Sem picada. Indolor, em gotas — e ainda com o inesquecível mascote Zé Gotinha fazendo suas palhaçadas — e a visita ao posto de saúde costumava trazer apenas boas recordações, junto àquele sabor esquisito.

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Deu certo. A gotinha inventada pelo polaco-americano Albert Sabin (1906-1993) erradicou a poliomielite do Brasil — o último caso confirmado foi em 1989 e a Organização Mundial de Saúde declarou o país livre da doença em 1994.

Agora que o mundo vive uma corrida sem precedentes por outra vacina, a que pretende imunizar os humanos contra o novo coronavírus, fica a pergunta: como será esse medicamento? Injetável? Oral? Nasal?

Ainda há mais perguntas do que respostas, evidentemente. Mas entre os mais de 150 projetos sendo desenvolvidos, há alguns que devem dispensar a picada, sim. Por exemplo, a proposta que segue em estudos no Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração (Incor) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). "Queremos ir direto ao alvo. E o alvo é proteger as mucosas", diz à BBC News Brasil o médico Jorge Elias Kalil, que coordena o projeto. Sua vacina, se concluída, será aplicada via nasal.

Ele acredita que sua solução seria a mais pertinente frente ao novo coronavírus, mas admite que se trata de uma solução mais complexa. Assim, a vacina da USP certamente não será a primeira a chegar ao mercado — mas pode se revelar como mais vantajosa, quando comparada às que já estiverem sendo aplicadas.

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