Redação EdiCase
Em 01 de fevereiro, às 19h09, aconteceu a primeira Lua Cheia do ano-calendário de 2026, uma data especialmente significativa por marcar uma das oito grandes celebrações anuais da antiga tradição da bruxaria.
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A data astrológica desta celebração é guiada pela Lua Cheia em diálogo com o Sol em Aquário, ou seja, a cada ano, este momento energético sagrado se manifesta em um ponto diferente do calendário gregoriano. Neste ano, como falamos, aconteceu em 1º de fevereiro.
Ao longo do tempo, para que esse chamado sutil pudesse ser sustentado no plano humano, estabeleceu-se o dia 2 de fevereiro como data fixa de celebração, independentemente da configuração celeste. Neste ano, porém, algo singular acontece: a data simbólica e a data astrológica se aproximam como círculos de poder que se sobrepõem no invisível.
Essa convergência permite que intenções, preces e rituais realizados em cada momento se somem, ampliando o campo de consciência coletivo e tecendo uma egrégora mais viva, sensível e potente — um espaço em que o sagrado se torna perceptível e o invisível encontra forma.
Muitos chamam essa celebração de Imbolc, um nome enraizado no irlandês antigo, derivado da expressão i mbolg, que pode ser traduzida como “no ventre” ou “dentro do útero”. Há ainda outra possível origem etimológica, oímelc, associada ao “leite de ovelha”, referência ao período em que os rebanhos voltavam a produzir leite. Claro, esse nome está sob um olhar de quem tem o Sol em Aquário durante o inverno, já que a origem do nome vem de povos do Hemisfério Norte.
Essa celebração se manifesta por gestos simples, porém profundamente carregados de intenção, nos quais o cotidiano se transforma em rito. Aqui, no Hemisfério Sul, nós aproveitamos a força do Sol ainda bem presente, junto da ideologia, coletividade espírito reformador de Aquário para fazer o que chamamos de varredura ritual da casa, e fazemos disso um ato sagrado: ao varrer, não se limpa apenas o espaço físico, mas também o campo invisível, mentalizando o banimento de tudo aquilo que atrapalha ou atrasa nosso crescimento — energias negativas em geral. Os banhos de purificação seguem o mesmo princípio, utilizando água aquecida, ervas e intenção consciente.
Há também um encantamento que envolve 13 velas, geralmente vermelhas, acesas em círculo, trazendo o poder da força vital. Cada chama evocando proteção, clareza e fertilidade. Como curiosidade, o número 13 é muito estimado na antiga tradição, pois é a quantidade de lunações que acontecem em um ao solar.
Essa roda se conecta com uma antiga deusa Brigith, divindade celta do fogo, da inspiração, da cura e da fertilidade. Outro símbolo dessa deusa é a cruz de Brigith, tradicionalmente confeccionada com junco, palha ou capim. A cruz é tecida a partir de um eixo central do qual se irradiam quatro braços em espiral ou ângulo reto. Sua origem é pré-cristã e remonta a antigos símbolos solares e de movimento da energia vital. A forma sugere expansão, proteção e circulação contínua da força da vida.
Neste momento mágico de portal, somos convidados a usar a luz da Lua e o calor do Sol para liberar qualquer sombra densa e grosseira que ronda nossa casa e nosso caminho. Seja pela vassoura da bruxa ou pelo fogo da roda de velas, o que é negativo é expulso, o espaço se transforma e a luz entra com mais intensidade, abençoando toda a vida, nossos espaços e nossos queridos.
Por Alline Lima
Formada em Administração de Empresas, com especialização em liderança e gestão de talentos. Ao longo dos anos, formou-se em diversas áreas esotéricas, com destaque para a bruxaria natural — seu principal caminho espiritual. É autora do e-book “Como se tornar uma bruxa” e presença constante na Convenção de Bruxas e Magos de Paranapiacaba.
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