Preço da gasolina marca novo recorde; diesel avança 3,27% e também é o maior já registrado

Publicado em 13/05/2022, às 18h52
Isaac Fontana -

g1

Os preços da gasolina e do diesel subiram nesta semana e marcaram um novo recorde nos postos de combustíveis do país, segundo dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgados nesta sexta-feira (13)

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O preço médio do litro da gasolina avançou pela quinta semana seguida e ficou em R$ 7,298, o que representa uma leve alta de 0,04% em relação ao levantamento anterior. Trata-se do maior valor nominal pago pelos consumidores desde que a ANP passou a fazer levantamento semanal de preços, em 2004.

O pico até então tinha sido registrado na pesquisa realizada na semana passada, entre os dias 1 e 7 de maio, quando o preço encontrado do litro da gasolina foi de R$ 7,295 o litro.

O maior preço apurado nos mais de 5 mil postos pesquisados pela ANP foi de R$ 8,990.

O balanço desta sexta da ANP também apontou um avanço de 3,27%, para R$ 6,847 o litro, no preço do diesel. Também é o maior valor nominal já apurado pela agência.

O maior preço do diesel encontrado foi de R$ 8,300.

Na segunda-feira, a Petrobras anunciou um novo aumento do o preço do diesel para as distribuidoras. O preço médio do litro vai passou de R$ 4,51 para R$ 4,91, uma alta de 8,87%.

No quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (PL) trocou o comando do Ministério de Minas e Energia. Bento Albuquerque foi exonerado, a pedido, e Adolfo Sachsida foi nomeado como titular da pasta.

Por fim, o valor do etanol teve queda de 2,17%, para R$ 5,323 o litro.

Disparada dos preços - A disparada dos preços dos combustíveis ocorre em meio à forte alta nos preços internacionais do petróleo após a Rússia ter invadido a Ucrânia, impactados pela oferta limitada frente a demanda mundial por energia.

Desde 2016, a Petrobras adotou o chamado PPI (Preço de Paridade de Importação), após anos praticando preços controlados, sobretudo no governo Dilma Rousseff. O controle de preços era uma forma de mitigar a inflação, mas causou grandes prejuízos à petroleira.

Pela política de preços atual, os preços cobrados nas refinarias se orientam pelas flutuações do preço do barril de petróleo no mercado internacional e do câmbio.

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