Preço do material escolar deve subir quase 200% no segundo semestre

Publicado em 25/07/2016, às 08h56

Redação

As férias escolares estão terminando e os pais de alunos vão ter que enfrentar reajustes de até 200% nos preços dos produtos para repor o material escolar dos filhos para o segundo semestre.

Segundo a Abfiae (Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares e de Escritório), as vendas de meio de ano representam entre 10% e 15% do crescimento do período de volta às aulas, entre novembro e janeiro, que é ponto alto do setor. 

Em relação aos preços, os pais vão encontrar um cenário bem diferente daquele do começo do ano. "Em fevereiro, o papel, que é a matéria prima principal para os fabricantes de material escolar subiu 24%. O dólar também contribuiu para o aumento de outros tipos de materiais, pois é um setor que depende muito dos importados", disse Ricardo Carrijo, diretor de Relações Institucionais da Abfiae. 

Os itens mais comuns nas listas de material para reposição são: cadernos, borracha, caneta e lápis de cor. Nas papelarias, os pais de alunos vão encontrar preços bem mais salgados do que os praticados no início do ano. 

Na última quinzena do ano passado, o Procon-SP fez um levantamento do preço do material escolar na cidade de São Paulo, com base nos dados colhidos pelo órgão estadual de defesa do consumidor, o R7 fez orçamentos nas papelarias e constatou o aumento nos preços agora em julho. O item com o maior aumento é a borracha bicolar que custava R$ 0,43 e agora é vendida por R$ 1,30, alta de 202,3% em apenas sete meses.

O caderno brochura de capa dura, com 96 folhas, passou de R$ 6,53 para R$ 16,90, um aumento de 159,2%. Já o caderno universitário de dez matérias (200 folhas) aumentou de R$ 20,17 para R$ 23,90 (reajuste de 18,4%).

As canetas esferográficas ficaram até 41,1% mais caras desde o início do ano. A caixa de giz de cera, com 12 cores, passou de R$ 2,96 para R$ 3,90, alta de 31,7%. A cola bastão de 10g, custava, em média, R$ 4,28 no final de dezembro e agora já custa R$ 4,50 (aumento de 5,1%). 

A solução para amenizar os impactos do reajuste é pesquisar bem os preços e procurar as promoções. "As lojas estão queimando os estoques porque a partir de agosto já começa a preparação para o "volta às aulas 2017". Nesta época do ano, o consumidor consegue encontrar preços bem vantajosos", disse Carrijo.

Itens proibidos

A lista de compras para o reforço do material escolar não é tão extensa quanto a do início do ano, mesmo assim o cliente pode negociar um desconto com o lojista para pagamento à vista. Outra estratégia que rende uma economia significativa é combinar a compra coletiva com outras famílias da mesma escola. Se o pedido for grande, os país podem comprar em um atacadista ou negociar um desconto de até 15%. 

Os pais também devem ficar atentos às solicitações feitas pelas escolas. São proibidas as exigência de itens de uso coletivo como material de limpeza ou higiene.  São produtos que a escola deve fornecer e já estão incluídos no preço das mensalidades.

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