Presa por assassinar o marido, Viúva da Mega-Sena pode levar herança

Publicado em 29/01/2019, às 16h16
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Extra

A disputa pela herança do milionário Renê Senna, assassinado em 2007 depois de ganhar R$ 52 milhões na Mega-Sena, terá um novo capítulo. Um ano depois de a Justiça anular o testamento que beneficiava a ex-cabeleireira Adriana Ferreira Almeida, viúva de Renê condenada em dezembro de 2016 a 20 anos de prisão pelo assassinato do marido, a filha do milionário recorreu da decisão. Renata Almeida Sena, de 32 anos, deseja a revalidação do testamento que beneficia a assassina de seu pai em detrimento do outro que dividia a herança entre ela e seus nove tios, irmãos do ex-lavrador.

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No recurso, a defesa de Renata argumenta que Adriana não tinha intenção de matar o milionário quando o testamento foi assinado, três meses antes do crime e mais de um ano depois de Renê ganhar a bolada. Para a defesa, Adriana só matou o ex-lavrador porque achava que ele ia tirar o direito dela à herança. “A intenção de matar o testador nasceu em Adriana justamente por suspeitar ela que Renê, por ter descoberto uma traição sexual, pudesse vir a revogar o testamento que a beneficiaria. (...) Agora, quem pode afirmar que ao tempo da lavratura da Cártula Testamentária havia em Adriana animus necandi (intenção de matar) em desfavor de Renê?”, diz o texto. O recurso foi protocolado no último dia 24, e o processo corre em segredo de Justiça.

Os dois testamentos feitos por Renê transferem 50% dos bens do milionário à filha. No entanto, se o documento elaborado poucos meses antes do crime voltar a ser considerado válido, há a possibilidade de Adriana ser decretada pela Justiça indigna de receber a bolada, por ter sido condenada pelo homicídio do ex-lavrador. Assim, 100% da herança, avaliada em R$ 120 milhões, vão integralmente para a filha. Entre os bens disputados, há o sítio em Rio Bonito onde o milionário morava quando foi assassinado, uma cobertura na Região dos Lagos e uma casa no Recreio dos Bandeirantes.

Irmãos de milionário estão doentes

Nove dos irmãos de Renê estão vivos e teriam direito a frações da herança, pela última decisão da Justiça. Todos têm mais de 65 anos; a maioria vive no interior do Rio. Alguns foram lavradores por toda a vida. Três deles estão com problemas sérios de saúde. Um deles, Márcio Senna, têm diabetes e, assim como Renê, precisou amputar um membro do corpo — o pé. Atualmente, ele está internado num hospital em Saquarema, na Região dos Lagos.

Já Adriana está presa pelo homicídio de Renê desde junho do ano passado.

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