Presa suspeita de aliciar brasileiros que levaram drogas para Tailândia

Publicado em 05/05/2022, às 20h05
Divulgação / PF -

Folhapress

Uma mulher foi presa na manhã desta quinta-feira (5), em Curitiba, suspeita de aliciar três brasileiros presos com drogas na Tailândia. O trio levava 15,5 quilos de cocaína na bagagem. A mulher presa aparece em filmagens ao lado de dois paranaenses que embarcaram no aeroporto Afonso Pena, em fevereiro, com destino ao país da Ásia.

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A Polícia Federal investiga o caso e diz que os dois homens já haviam viajado para o exterior, antes do período da pandemia, em situações suspeitas. A polícia não descarta pedir extradição dos três presos na Tailândia. Eles respondem por crime de tráfico de drogas e associação criminosa para o tráfico, com penas somadas de 25 anos de reclusão.

"A partir do momento da prisão deles na Tailândia nós iniciamos as investigações para identificar toda a cadeia criminosa", contou o delegado superintendente da PF no Paraná, Omar Haj Mussi.

Segundo ele, como qualquer atividade econômica, o trágico de drogas costuma fazer uma análise de risco, pela possibilidade da carga ser interceptada ou as "mulas", como são chamadas as pessoas que transportam as drogas, serem presas.

De acordo com o governo tailandês, em 14 de fevereiro, por volta das 7h da manhã, autoridades descobriram 9 quilos de cocaína escondidos em compartimentos secretos de três malas.

A bagagem pertencia a um casal brasileiro, uma mulher de 22 anos e um homem de 27, vindos de Curitiba em um voo da Qatar Airways, que foi preso ao passar pelo raio-X do aeroporto, conforme anunciado. Mais tarde, por volta das 13h do mesmo dia, outro brasileiro, de 24 anos, foi preso com 6,5 quilos de cocaína escondidos em sua mala. O governo suspeitou que eles faziam parte de um mesmo grupo, porque a droga estava escondida da mesma maneira.

Um mês após a prisão, Mary Hellen Coelho Silva, 21, ainda não havia conseguido falar com a família no Brasil. Segundo afirmou na época o advogado Telêmaco Marrace, um dos responsáveis pela defesa da jovem, ela aguarda a liberação das autoridades tailandesas para falar com os familiares por videoconferência.

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