Presidente exilado do Iêmen recua e abandona conversas com rebeldes

Publicado em 13/09/2015, às 19h01
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Redação


O presidente internacionalmente reconhecido do Iêmen não vai participar em conversas promovidas pelas Nações Unidas ao longo desta semana com rebeldes xiitas que controlam a capital e boa parte do norte do país. O anuncio foi feito neste domingo pelo escritório do presidente exilado Abed Rabbo Mansour Hadi. 


O comunicado afirma que não haverá conversas com os rebeldes, conhecidos como Houthis, a menos que eles aceitem uma resolução da ONU que os obriga a recuar de áreas ocupadas e entregar armas que eles tomaram de instituições estatais. 


O anúncio ocorre no momento em que o governo de Hadi, atualmente em exílio na Arábia Saudita, se prepara para retornar à cidade portuária de Áden no final do mês, afirmaram dois membros do governo.


Mais de 200 soldados da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Iêmen foram a Áden nas últimas duas semanas para ajudar a fazer a segurança da cidade e traçar o caminho para um esperado retorno do governo, segundo informações dadas pelo governador de Áden, Nayef al-Bakri, e outras autoridades pró-governo. 


Muitas tropas iemenitas que foram enviadas para treinamentos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes estão retornando para a luta, dizem as autoridades, o que reflete a confiança da administração de que será possível manter o controle da cidade, disputada por várias partes no conflito. Partes de Áden hoje são controladas pela Al-Qaeda. 


Hadi fugiu do Iêmen este ano rumo a Arábia Saudita, país que tem liderado uma coalizão apoiada pelos Estados Unidos à qual tem, desde março, atacado pelo ar rebeldes apoiados pelo Irã. O conflito coloca um conjunto de forças contra os rebeldes Houthi, os quais são aliados de forças de segurança leais ao antigo presidente, Ali Abdullah Saleh. Cerca de 4 mil pessoas já morreram nos conflitos. 


Neste domingo uma delegação de líderes de milícias anti-rebeldes do Áden viajaram para a Arábia Saudita e os Emirados árabes a pedido do governo de Hadi para encontrar autoridades da coalizão. Autoridades pró-governo dizem que as visitas tinham como objetivo convencer esses combatentes a abandonarem suas armas e saírem de Áden. Fonte: Associated Press.


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