Redação EdiCase
A privação de sono na maternidade é uma das questões mais subestimadas na saúde feminina. A falta de um descanso de qualidade pode comprometer o equilíbrio físico, emocional e cognitivo das mulheres — efeito que se agrava durante a gravidez e nos primeiros anos de vida dos filhos, quando as noites fragmentadas se tornam rotina.
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No mês das mães, especialistas da Academia Brasileira do Sono (ABS) fazem um alerta importante: o cansaço constante da maternidade não deve ser ignorado. Segundo a neurologista e médica do sono Andrea Bacelar e a otorrinolaringologista e médica do sono Tatiana Vidigal, muitas mães passam anos funcionando no “modo automático”, sem perceber que os sinais do corpo indicam um esgotamento importante.
Abaixo, veja 7 alertas que merecem atenção!
Dormir mal aumenta a liberação de cortisol, hormônio ligado ao estresse. Isso pode deixar a mãe mais irritada, ansiosa e emocionalmente sobrecarregada.
Muitas mães sentem que conseguem “dar conta de tudo”, mas vivem como um celular com pouca bateria, sem energia física e mental.
A privação crônica de sono interfere diretamente na atenção, na memória e até na tomada de decisões simples do dia a dia.
Quando o sono é fragmentado ou insuficiente por muito tempo, apenas algumas horas extras de descanso podem não resolver o problema.
O sono ruim pode aumentar oscilações emocionais, sensação de sobrecarga e dificuldade para lidar com situações rotineiras.
Segundo a Dra. Tatiana Vidigal, ronco e apneia do sono na gestação precisam de atenção, principalmente no último trimestre, pois podem trazer riscos para mãe e bebê.
Após o nascimento do bebê, despertares frequentes e noites fragmentadas podem afetar não apenas o cansaço físico, mas também o metabolismo e a saúde geral da mulher.
As especialistas reforçam que o sono materno sofre adaptações biológicas naturais para aumentar o estado de alerta em relação ao bebê. O problema acontece quando essa privação se torna contínua e sem suporte adequado. “Cuidar do sono materno não é luxo, é uma intervenção importante em saúde mental, cognitiva e física”, destaca a Dra. Andrea Bacelar.
Para as médicas, pequenas mudanças na rotina, a divisão de responsabilidades e a atenção aos sinais do corpo podem fazer diferença importante na qualidade de vida das mães. Priorizar o sono e buscar ajuda quando necessário são passos fundamentais para uma maternidade mais saudável e equilibrada.
Por Renata Sbrissa
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