Problemas na tireoide: veja sintomas que podem indicar disfunções tireoidianas

Publicado em 22/05/2026, às 16h00
- A análise clínica individualizada é essencial para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado de problemas na tireoide (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)

Redação EdiCase

A tireoide exerce um papel central na regulação do metabolismo energético, da termogênese, da função cardiovascular, da saúde óssea e da modulação de vias neuropsíquicas. Quando há alterações no funcionamento da glândula, diferentes sintomas podem surgir — e muitos deles são confundidos com estresse, ansiedade ou cansaço da rotina.

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Hipotireoidismo, hipertireoidismo e doença nodular figuram entre as endocrinopatias mais prevalentes na prática ambulatorial, com impacto significativo nos desfechos cardiovasculares, ósseos e reprodutivos, bem como na qualidade de vida.

Sinais de problemas na tireoide surgem de forma silenciosa

Queixas como fadiga crônica, dificuldade para perder peso, queda de cabelo, alterações de humor e intolerância térmica, frequentemente atribuídas ao estresse ou a hábitos de vida, integram o espectro clínico de disfunções tireoidianas manifestas ou subclínicas, conforme descrito em diretrizes internacionais.

Segundo Adriano Cury, endocrinologista do Alta Diagnósticos, marca premium da Dasa, um dos principais desafios é que os sinais costumam surgir de forma silenciosa e pouco específica, atrasando o diagnóstico. “Em muitos casos, os pacientes associam os sintomas apenas ao estresse ou ao estilo de vida corrido, o que pode fazer com que demorem para procurar avaliação médica”, explica.

Diferenças entre hipotireoidismo e hipertireoidismo

O hipotireoidismo acontece quando a tireoide produz hormônios em quantidade insuficiente, desacelerando o metabolismo. Além do cansaço e do ganho de peso, a condição pode provocar alterações no colesterol e aumentar o risco cardiovascular. Grande parte dos casos está relacionada à tireoidite de Hashimoto, uma doença autoimune.

O hipertireoidismo, por outro lado, ocorre quando há produção excessiva de hormônios, deixando o organismo acelerado. Ansiedade, palpitações, irritabilidade, insônia e perda de peso sem causa aparente estão entre os sintomas mais comuns. Em alguns casos, a doença também pode favorecer arritmias cardíacas e perda de massa óssea, principalmente em mulheres após a menopausa.

A avaliação de nódulos deve incluir a ultrassonografia cervical, histórico clínico e exame físico (Imagem: RossHelen | Shutterstock)

Nódulos na tireoide são comuns

Os nódulos tireoidianos também merecem atenção. Apesar de extremamente frequentes e, na maioria das vezes, benignos, alguns casos precisam de investigação mais detalhada para descartar câncer de tireoide.

Dados do Global Cancer Observatory e estimativas recentes do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostram que o câncer de tireoide está entre os tumores endócrinos mais comuns da atualidade, com aumento de casos relacionado principalmente ao diagnóstico de pequenos tumores assintomáticos.

“Por isso, a avaliação dos nódulos deve incluir histórico clínico, exame físico e ultrassonografia cervical com critérios padronizados de estratificação de risco, além do uso criterioso da punção aspirativa por agulha fina (PAAF). Em alguns casos específicos, também podem ser indicados testes moleculares”, afirma Adriano Cury.

Diagnóstico de problemas na tireoide

Quando há sintomas relacionados a problemas na tireoide, a investigação normalmente começa com exames laboratoriais, principalmente TSH e T4 livre. Dependendo do quadro clínico, o médico também pode solicitar T3 e anticorpos antitireoidianos. A ultrassonografia cervical é indicada principalmente na avaliação de nódulos e alterações estruturais da glândula.

Cuidados com a saúde da tireoide

Abaixo, confira orientações voltadas à saúde da tireoide para colocar em prática:

Nos últimos anos, ferramentas de inteligência artificial aplicadas à ultrassonografia também passaram a auxiliar na avaliação de nódulos tireoidianos. Ainda assim, especialistas reforçam que a análise clínica individualizada continua sendo essencial para um diagnóstico preciso e um tratamento adequado.

Por Mariana Durante

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