Produção da Vale pode cair ‘pelo menos’ 10% após tragédia, diz Opep

Publicado em 12/02/2019, às 22h40
LUZ NO HORIZONTE - Plataforma em atividade: desta vez, os leilões do petróleo acontecem em clima de otimismo "Brasil nunca exportou tanto petróleo como em 2018", disse Opep | Petrobras/Divulgação -

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O relatório mensal da Organização dos Produtores de Petróleo (Opep), divulgado nesta terça-feira, 12, cita que o rompimento da barragem de Brumadinho, da Vale, pode afetar em até 10% a produção da empresa. Instituição também mantém previsões para o Produto Interno Bruto (PIB) e produção de petróleo do Brasil.

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Segundo a Opep, o preço do minério de ferro caiu 10,1% em janeiro, resultado do que a instituição define como “acidentes” em Brumadinho e no Rio Tinto, na Austrália.

A previsão de oferta de petróleo do país permaneceu em 3,26 milhões de barris por dia em 2018, e 3,63 milhões em 2019. A Opep também manteve a previsão de crescimento do PIB do país, em 1,1% para 2018, e 1,8% em 2019. Segundo o relatório, os prognósticos podem melhorar caso apareçam mais detalhes das reformas econômicas que o Brasil “necessita”. “Os detalhes de como o novo governo vai proceder com as reformas econômicas necessárias não são claros o suficiente para criarem um cenário mais positivo”, explica.

O relatório também chamou a atenção para a produção brasileira de petróleo bruto em dezembro de 2018, a maior desde o junho de 2017. O motivo principal apontado foi “o retorno na produção na Bacia de Campos, com a maior oferta de petróleo no campo Tartaruga Verde, que agora é conectado, por novos poços,  à FPSO (unidade flutuante) Cidade de Campos dos Goytacazes”.

Apesar disso, o saldo no ano ficou negativo em 0,04 milhões de barris por dia, atingindo 2,58 milhões de barris por dia. “Manutenções pesadas no último verão e o declínio grandes em campos na Bacia de Campos, junto com o atraso no início de diversos projetos do pré-sal na Bacia de Santos, levaram à queda.”

Já na exportação, o ano foi positivo. Segundo a instituição o “Brasil nunca exportou tanto petróleo como em 2018”, tendo como principais compradores China, Estados Unidos e Chile.

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