Professor investigado por injúria racial contra aluno é demitido de escola em Maceió

Publicado em 04/03/2026, às 16h54
- Capa do caderno com a imagem de um chimpanzé

Redação

O professor investigado por injúria racial após apontar um aluno negro de 13 anos como “semelhante” a um macaco durante uma aula em uma escola no bairro Benedito Bentes, em Maceió, não faz mais parte do quadro de funcionários da instituição. A informação foi confirmada pelo colégio por meio de nota oficial divulgada nesta quarta-feira, 4.

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De acordo com a escola, o profissional foi inicialmente afastado das atividades e, após a adoção de providências internas, deixou de integrar o corpo de colaboradores. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de Alagoas.

Em nota, a instituição afirmou repudiar qualquer ato de racismo, discriminação ou preconceito e destacou que as condutas são incompatíveis com os valores e com o ambiente educacional que busca manter.

“Desde que tomou conhecimento do ocorrido, o colégio adotou providências imediatas e medidas institucionais cabíveis. O profissional foi afastado e não integra mais o quadro de colaboradores”, informou a direção.

O colégio também afirmou que a família do estudante recebe acompanhamento da equipe pedagógica e psicossocial da instituição. O Conselho Tutelar foi acionado e acompanha o caso.

Ainda segundo a escola, há monitoramento permanente da coordenação e do setor psicossocial para identificar e apurar situações de bullying ou discriminação dentro do ambiente escolar.

“A instituição reafirma seu compromisso com a ética, a responsabilidade social e a promoção do respeito e da dignidade de todos”, conclui a nota.

O caso

O caso veio à tona após imagens de câmeras de monitoramento da sala de aula registrarem o momento em que um professor aponta em direção a um aluno durante uma conversa sobre a capa de um caderno com a imagem de um chimpanzé. As gravações não têm áudio, mas, segundo relato da vítima à polícia, o docente teria dito que o animal se parecia com o estudante.

O inquérito foi instaurada pela delegada Rebeca Cordeiro, da Delegacia Especializada dos Crimes contra Vulneráveis. O professor poderá responder por injúria racial e discriminação com finalidade de entretenimento. O prazo inicial para conclusão do inquérito é de até 30 dias.

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