Professores da Ufal e servidores do Estado são investigados por suposto esquema de fraude em mestrado

Publicado em 11/05/2017, às 07h26

Redação

A Polícia Federal em Alagoas deflagrou na manhã de hoje (11), a operação "Sucupira", com o objetivo de apurar a estrutura de um suposto grupo criminoso que estaria atuando na Universidade Federal de Alagoas e no Governo do Estado de Alagoas, promovendo acesso ilegal a curso de mestrado na Ufal.

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Segundo informações da PF, professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (Feac), que ministram aulas no Mestrado Profissional em Administração Pública (Profiap) estariam, supostamente, favorecendo servidores que exercem funções relevantes no âmbito do executivo estadual no acesso e progressão do mestrado.

Veja vídeo:

Em troca, os servidores do Estado, que além de ocuparem funções estratégicas no governo estadual, estariam pagando a esses professores, por meio de contratos fictícios e fraudulentos, como também por meio da inserção indevida de professores e parentes em listas de pagamentos de gratificações a ocupantes de funções da Secretaria Estadual de Saúde.

Ao todo, estão sendo cumpridos 15 mandados de busca e apreensão nas casas de professores do Mestrado em Administração Pública e na casa dos servidores do governo estadual supostamente envolvidos.

Os envolvidos com o suposto esquema podem responder pelos crimes de associação criminosa, peculato, corrupção passiva e inserção de dados falsos em sistema de informação.

O TNH1 entrou em contato com o Governo do Estado, que ainda não se posicionou. A Ufal informou apenas, por meio da assessoria de comunicação, que mantém o posicionamento divulgado no dia 4 de abril, quando solicitou celeridade na apuração das denúncias envolvendo o mestrado. Uma nota oficial será emitida ainda nesta manhã por meio do gabinete da reitoria.

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