Promotor destaca psicopatia de Albino e provas digitais em júri da 1ª morte atribuída ao serial killer

Publicado em 05/03/2026, às 11h39
Promotor Antônio Villas Boas durante sua exposição no júri do primeiro assassinato atribuído a Albino - Foto: Cortesia/Ascom MPE

Eberth Lins

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O julgamento do caso da morte de Genilda Maria da Conceição, apontada como o primeiro assassinato cometido por Albino Santos de Lima, conhecido como o “serial killer de Maceió”, teve momentos tensos nesta quinta-feira (05), no Fórum do Barro Duro, em Maceió. O promotor de Justiça Antônio Villas Boas destacou, durante sua argumentação, a psicopatia do réu e apresentou provas ligadas ao crime.

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“O senhor me trata por Antônio e diz que quero condená-lo. Primeiro não sou eu quem condena, são os jurados. O senhor veio bem articulado hoje, mas todo psicopata é assim”, disse o promotor, questionando Albino sobre a postura no tribunal.

O promotor reforçou que os laudos psiquiátricos apontam que Albino não apresenta problemas mentais. “O senhor continua querendo dar uma de doido, mantendo essa historinha de Arcanjo Miguel, o senhor é um psicopata e vem aqui continuar dizendo que continua ouvindo vozes”, seguiu o promotor.

Enquanto isso, Albino Santos tentou se justificar. “Dois colegas meus de cela são testemunhas, eles disseram que acordaram e ficaram assustados porque me viram conversando com Arcanjo Miguel”, disse o réu.

Villas Boas, no entanto, rebateu. “O senhor, provavelmente, já deve ter corrompido esses dois, porque todo psicopata tem esse perfil. Foi isso que disse e direi quantas vezes eu quiser, pra quem quiser ouvir”, reforçou.

Provas digitais do crime

Durante o júri, o promotor também apresentou evidências digitais encontradas no celular do réu, incluindo a data do crime e o nome da vítima, Genilda. Ele mostrou álbuns de fotos de Albino, um deles com a data da morte marcada, além de uma coleção de manchetes que registravam seus crimes. “Ele sentia prazer nos holofotes”, afirmou Villas Boas, lembrando ainda os nomes das pastas no celular. “mortes especiais” e “odiados no Instagram”.

O júri é conduzido pelo juiz Yulli Rotter, da 7ª Vara Criminal, e a expectativa é que a sentença seja divulgada ainda na tarde desta quinta-feira. Albino Santos de Lima está preso desde setembro de 2024.

Genilda, de 71 anos, foi assassinada em 6 de fevereiro de 2019, no Beco de Zé Miguel, enquanto levava o neto, de 11 anos, para a escola. Ela foi atingida por tiros pelas costas, sem chance de defesa.

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