Redação
O governador de um estado pode receber o dobro do salário do governador de outro estado. Os valores variam R$ 24,7 mil, aponta levantamento do g1 com base em consultas aos Portais da Transparência dos estados e do Distrito Federal. As duas pontas são o Rio Grande do Norte, com remuneração bruta de R$ 21.914,76, e Sergipe, com R$ 46.366,19. Em Alagoas, o governador recebe remuneração bruta de R$ 40.080,75.
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Os valores são definidos por leis estaduais e devem respeitar o teto constitucional do funcionalismo público. No Brasil, o teto do funcionalismo público é o limite máximo de remuneração que um servidor ou agente público pode receber pelo exercício do cargo ou função. Ele está previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal e atualmente está em R$ 46.366,19.
Os valores do levantamento correspondem ao salário pago no último mês disponível no portal de cada estado para a função de governador. Veja o ranking abaixo.
Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro não aparecem no ranking porque os atuais governadores dos três estados não recebem proventos como governadores, mas por cargos públicos que ocupavam em outros órgãos antes de assumirem os governos estaduais.
O maior salário de governador no país está em Sergipe, onde Fábio Mitidieri (PSD) recebe o teto para o cargo: R$ 46.366,19 mensais. Em seguida aparece Mailza Assis (PP), governadora do Acre, com R$ 42.645,49.
Na outra ponta está o Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu, de remuneração bruta, cerca de R$ 21,9 mil em agosto.
A diferença entre o maior (Sergipe) e o menor salário (Rio Grande do Norte) de governador é de aproximadamente R$ 24,7 mil.
Sergipe: R$ 46,4 mil
Acre: R$ 42,6 mil
Minas Gerais: R$ 41,8 mil
Alagoas: R$ 40,1 mil
Bahia: R$ 36,9 mil
São Paulo: R$ 36,3 mil
Espírito Santo: R$ 36,2 mil
Piauí: R$ 35,6 mil
Mato Grosso do Sul: R$ 35,5 mil
Rio Grande do Sul: R$ 35,5 mil
Rondônia: R$ 35,5 mil
Paraíba: R$ 35 mil
Roraima: R$ 34,3 mil
Mato Grosso: R$ 34,1 mil
Amazonas: R$ 34,1 mil
Paraná: R$ 33,8 mil
Goiás: R$ 33,4 mil
Maranhão: R$ 33 mil
Amapá: R$ 33 mil
Tocantins: R$ 32,5 mil
Distrito Federal: R$ 30 mil
Santa Catarina: R$ 25,3 mil
Ceará: R$ 22,9 mil
Rio Grande do Norte: R$ 21,9 mil
Atuais governadores do Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro recebem salário por outros cargos
No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) não recebe remuneração como governadora. Desde que tomou posse, renunciou ao subsídio referente ao cargo de governadora do estado, recebendo exclusivamente os proventos decorrentes de sua aposentadoria como auditora fiscal de Receitas Estaduais, carreira que exerceu no serviço público.
De acordo com a portaria que concedeu a aposentadoria a Hana, publicada pelo Instituto de Gestão Previdenciária e Proteção Social do Estado do Pará (IGEPPS) no Diário Oficial do estado, o valor dos proventos é de R$ 46.366,19 por mês.
Em nota, o governo paraense diz que "a legislação asseguraria à Governadora o direito de receber tanto os proventos da aposentadoria quanto o subsídio correspondente ao cargo de Governadora", mas que ela optou por renunciar ao subsídio do governo estadual.
O último subsídio pago para governador disponível no portal da transparência do estado é de março de 2026, quando Helder Barbalho (MDB) ocupava o cargo. Na época, ele recebia R$ 35,4 mil brutos, que chegavam a R$ 25,8 mil após descontos. Hana Ghassan também aparece na folha de pagamento do mês de março, como vice-governadora.
Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) recebe proventos como procuradora do Estado, não como governadora. Ela abriu mão do subsídio da função de governadora para permanecer com os vencimentos na Procuradoria-Geral do Estado, superiores a R$ 50 mil mensais. Paulo Câmara (sem partido), antecessor de Raquel, recebia R$ 22 mil como governador.
Já no Rio de Janeiro, o governador Ricardo Couto não consta na folha de pagamento do Poder Executivo estadual. Ele aparece no portal da transparência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), onde é desembargador, com R$ 91,8 mil de créditos e rendimento líquido de R$ 58 mil. Cláudio Castro, último governador eleito no Rio, recebia cerca de R$ 21,8 mil, de acordo com a folha de pagamento de março de 2026.
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