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Quanto ganha o governador de cada estado do Brasil? Veja valores

Publicado em 04/10/2026, às 11h41
- Marcelo Camargo / Agência Brasil

Redação

O governador de um estado pode receber o dobro do salário do governador de outro estado. Os valores variam R$ 24,7 mil, aponta levantamento do g1 com base em consultas aos Portais da Transparência dos estados e do Distrito Federal. As duas pontas são o Rio Grande do Norte, com remuneração bruta de R$ 21.914,76, e Sergipe, com R$ 46.366,19. Em Alagoas, o governador recebe remuneração bruta de R$ 40.080,75.

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Os valores são definidos por leis estaduais e devem respeitar o teto constitucional do funcionalismo público. No Brasil, o teto do funcionalismo público é o limite máximo de remuneração que um servidor ou agente público pode receber pelo exercício do cargo ou função. Ele está previsto no artigo 37, inciso XI, da Constituição Federal e atualmente está em R$ 46.366,19.

Os valores do levantamento correspondem ao salário pago no último mês disponível no portal de cada estado para a função de governador. Veja o ranking abaixo.

Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro não aparecem no ranking porque os atuais governadores dos três estados não recebem proventos como governadores, mas por cargos públicos que ocupavam em outros órgãos antes de assumirem os governos estaduais.

O maior salário de governador no país está em Sergipe, onde Fábio Mitidieri (PSD) recebe o teto para o cargo: R$ 46.366,19 mensais. Em seguida aparece Mailza Assis (PP), governadora do Acre, com R$ 42.645,49.

Na outra ponta está o Rio Grande do Norte. A governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu, de remuneração bruta, cerca de R$ 21,9 mil em agosto.

A diferença entre o maior (Sergipe) e o menor salário (Rio Grande do Norte) de governador é de aproximadamente R$ 24,7 mil.

Sergipe: R$ 46,4 mil

Acre: R$ 42,6 mil

Minas Gerais: R$ 41,8 mil

Alagoas: R$ 40,1 mil

Bahia: R$ 36,9 mil

São Paulo: R$ 36,3 mil

Espírito Santo: R$ 36,2 mil

Piauí: R$ 35,6 mil

Mato Grosso do Sul: R$ 35,5 mil

Rio Grande do Sul: R$ 35,5 mil

Rondônia: R$ 35,5 mil

Paraíba: R$ 35 mil

Roraima: R$ 34,3 mil

Mato Grosso: R$ 34,1 mil

Amazonas: R$ 34,1 mil

Paraná: R$ 33,8 mil

Goiás: R$ 33,4 mil

Maranhão: R$ 33 mil

Amapá: R$ 33 mil

Tocantins: R$ 32,5 mil

Distrito Federal: R$ 30 mil

Santa Catarina: R$ 25,3 mil

Ceará: R$ 22,9 mil

Rio Grande do Norte: R$ 21,9 mil

Atuais governadores do Pará, Pernambuco e Rio de Janeiro recebem salário por outros cargos

No Pará, a governadora Hana Ghassan (MDB) não recebe remuneração como governadora. Desde que tomou posse, renunciou ao subsídio referente ao cargo de governadora do estado, recebendo exclusivamente os proventos decorrentes de sua aposentadoria como auditora fiscal de Receitas Estaduais, carreira que exerceu no serviço público.

De acordo com a portaria que concedeu a aposentadoria a Hana, publicada pelo Instituto de Gestão Previdenciária e Proteção Social do Estado do Pará (IGEPPS) no Diário Oficial do estado, o valor dos proventos é de R$ 46.366,19 por mês.

Em nota, o governo paraense diz que "a legislação asseguraria à Governadora o direito de receber tanto os proventos da aposentadoria quanto o subsídio correspondente ao cargo de Governadora", mas que ela optou por renunciar ao subsídio do governo estadual.

O último subsídio pago para governador disponível no portal da transparência do estado é de março de 2026, quando Helder Barbalho (MDB) ocupava o cargo. Na época, ele recebia R$ 35,4 mil brutos, que chegavam a R$ 25,8 mil após descontos. Hana Ghassan também aparece na folha de pagamento do mês de março, como vice-governadora.

Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra (PSD) recebe proventos como procuradora do Estado, não como governadora. Ela abriu mão do subsídio da função de governadora para permanecer com os vencimentos na Procuradoria-Geral do Estado, superiores a R$ 50 mil mensais. Paulo Câmara (sem partido), antecessor de Raquel, recebia R$ 22 mil como governador.

Já no Rio de Janeiro, o governador Ricardo Couto não consta na folha de pagamento do Poder Executivo estadual. Ele aparece no portal da transparência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), onde é desembargador, com R$ 91,8 mil de créditos e rendimento líquido de R$ 58 mil. Cláudio Castro, último governador eleito no Rio, recebia cerca de R$ 21,8 mil, de acordo com a folha de pagamento de março de 2026.

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