Redação EdiCase
Cabelos no travesseiro, na escova e até acumulados no ralo do banheiro costumam gerar preocupação. Embora a perda diária de fios faça parte do ciclo natural de renovação capilar, um aumento significativo pode indicar que algo não vai bem e merece avaliação médica.
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Dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), divulgados em 2022, mostram que cerca de 42 milhões de brasileiros convivem com algum tipo de alopecia. A condição está entre as principais causas de perda capilar e pode afetar homens e mulheres em diferentes fases da vida.
Para a médica Dra. Angela Helena Perretto, responsável técnica nacional da Homenz, rede especializada em saúde e estética masculina, muitas pessoas só percebem a importância da saúde capilar quando começam a notar mudanças mais evidentes. “É comum que os primeiros sinais sejam ignorados ou atribuídos apenas ao envelhecimento. No entanto, algumas alterações podem indicar condições que merecem acompanhamento adequado”, explica.
A seguir, a médica destaca alguns sinais de que a queda de cabelo merece atenção:
Pequenas mudanças na quantidade de fios que caem por dia podem revelar quando a perda está acima do esperado. “Uma dica simples é prestar atenção ao seu padrão habitual. Nem sempre é possível contar quantos fios são perdidos por dia, mas a maioria das pessoas percebe quando esse volume aumenta de forma significativa. Se você passou a notar mais cabelos na escova, no travesseiro ou durante a lavagem por várias semanas seguidas, vale procurar orientação médica”, orienta a Dra. Angela Helena Perretto.
Em muitos casos, a espessura do fio de cabelo diminui antes mesmo de ocorrer uma redução perceptível da cobertura do couro cabeludo. “Uma forma de perceber isso é observar se o cabelo perdeu volume, se o couro cabeludo está mais aparente ou se o penteado de costume já não apresenta o mesmo aspecto. Esses sinais podem indicar um afinamento progressivo”, explica a médica.
A visualização da pele em regiões antes cobertas pelos cabelos merece atenção, principalmente quando ocorre de forma gradual. “Vale acompanhar regularmente áreas como a linha frontal, as entradas e o topo da cabeça. Fotografias tiradas com alguns meses de intervalo também ajudam a perceber diferenças que costumam passar despercebidas no dia a dia”, recomenda a Dra. Angela Helena Perretto.
Mudanças hormonais, cirurgias, infecções, dietas muito restritivas e períodos de grande desgaste emocional podem interferir diretamente no ciclo de crescimento capilar. “Muitas vezes, a queda não acontece imediatamente após o fator desencadeante. Por isso, é importante lembrar se houve alguma alteração importante na rotina, na saúde ou na alimentação nos últimos meses”, orienta a profissional.
Embora existam episódios temporários relacionados a fatores específicos, a persistência do problema merece atenção profissional. “Se o quadro não melhora após alguns meses ou continua evoluindo, o ideal é não adiar a busca por ajuda. Quanto mais cedo a causa é descoberta, maiores costumam ser as possibilidades de controle e tratamento“, afirma a Dra. Angela Helena Perretto.
A médica reforça que a saúde capilar está diretamente ligada ao equilíbrio do organismo e que cada caso deve ser analisado de forma individual. “Nem toda condição possui a mesma origem e, por isso, não existe uma solução única. O ideal é procurar acompanhamento especializado. Uma consulta adequada permite compreender a origem do quadro e definir a conduta mais indicada para cada pessoa”, finaliza.
Por Islany Oliveira
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