Quem é a empresária brasileira presa no aeroporto de Guarulhos ao entrar na lista da Interpol

Publicado em 10/06/2026, às 10h34
- Reprodução/Redes Sociais

g1

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A empresária Larissa Nara Rezende, de 42 anos e natural de Uberaba, no Triângulo Mineiro, foi presa na sexta-feira (5) ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Segundo a Polícia Federal (PF), ela estava na lista vermelha da Interpol por causa de uma condenação a 8 anos e 9 meses de prisão por financiamento ao tráfico internacional de drogas.

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De acordo com a PF, a prisão ocorreu durante o desembarque de um voo vindo de Londres, na Inglaterra, no âmbito da Operação "Cerco Fechado", que reúne ações integradas de inteligência das forças de segurança.

Mesmo considerada foragida, Larissa exibia nas redes sociais uma rotina de luxo, com viagens internacionais e visitas a locais conhecidos do mundo da moda. A empresária também é proprietária de uma loja de roupas em Uberaba.

O g1 entrou em contato com o advogado de Larissa, Vitor Colucci Daher, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.

Nome inserido na lista da Interpol

Segundo a Polícia Federal, os setores de inteligência identificaram que a condenada deixou o Triângulo Mineiro e seguiu para a Europa.

Com base nas informações obtidas pelos investigadores, o nome da mulher foi incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol, mecanismo utilizado para localizar e prender foragidos procurados internacionalmente.

A Polícia Federal informou que as investigações continuam para localizar outros suspeitos e desarticular organizações criminosas envolvidas com o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.

Após a prisão, Larissa foi levada para a Penitenciária Feminina de Sant’Anna, em São Paulo.

O que é a difusão vermelha?
O arquivo da difusão vermelha foi o primeiro banco de dados da Interpol, criado originalmente de forma analógica.

A primeira emissão do alerta vermelho da história é de 1947. O objetivo foi tentar encontrar um russo acusado pelo assassinato de um policial.

O sistema de registros era feito com fichas de cartolina classificadas por nomes (arquivadas tanto em ordem alfabética quanto fonética), documentos legais (como dados pessoais e números de matrícula de veículos) e crimes (classificados por tipo e por local).

Na década de 1980, os registros foram informatizados. Atualmente, a organização possui 19 bancos de dados à disposição das polícias do mundo, entre eles, de impressões digitais, perfis de DNA, documentos falsificados e obras de arte, por exemplo.

Além da "difusão vermelha" (o termo técnico e oficial), a Interpol tem diversos outros sinais – cada qual com sua finalidade (e cor) específica. Veja todas no infográfico abaixo:

 

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