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Quem é a mulher que tentou matar Suzane von Richthofen em 'Tremembé'

Publicado em 07/11/2025, às 14h05
Dada foi vivida pela atriz Rosana Maris - Tuca Vieira / Folhapress e Divulgação / Prime Video

Contigo!

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O lançamento da série “Tremembé”, no Prime Video, trouxe de volta à discussão um dos momentos mais perigosos da vida de Suzane von Richthofen, condenada pelo assassinato dos pais. O episódio retrata a rebelião de 2006 na Penitenciária Feminina da Capital (PFC), em São Paulo, quando Suzane escapou por pouco de ser morta.

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De acordo com o livro “Suzane: Assassina e Manipuladora”, do jornalista Ullisses Campbell, a revolta, liderada pelo PCC, tinha como verdadeiro objetivo eliminar duas presas: Suzane e Aurinete Félix da Silva, conhecida como Netinha, considerada traidora após migrar para a facção rival TCC.

Durante o motim, Suzane foi encurralada enquanto Netinha conseguiu ser retirada pela direção do presídio. A ordem de execução partiu de Quitéria Silva Santos, apelidada de “rainha da penitenciária”, e a incumbência de realizar o crime ficou com Maria Bonita, uma detenta baiana temida e influente dentro da cadeia.

A aproximação entre as duas havia começado de forma estratégica: Maria Bonita ofereceu “proteção” à novata em troca de favores, mas ao ser rejeitada, passou a ameaçá-la. “Você sabe que não vai durar aqui dentro, né, amorzinho?”, teria dito, segundo o relato do livro.

22 horas de terror e o reencontro inesperado

O caos tomou conta do presídio por mais de 22 horas, com reféns e ameaças de morte. Enquanto a tropa de choque cercava o local, Suzane se manteve escondida em um armário metálico, sem água nem ventilação, enquanto ouvia gritos do lado de fora: “Eu sei que você está aí dentro, sua cadela! Vou cortar a sua garganta!”. O motim só terminou após a morte de Quitéria, esfaqueada por outra detenta, o que desorganizou a liderança do PCC. Suzane foi resgatada em estado de choque, mas com vida.

Anos mais tarde, o destino voltou a aproximá-la de Maria Bonita em outra unidade prisional. Campbell relata que a baiana, agora autodenominada “emissária de Satanás”, voltou a ameaçar a rival dizendo que “quem mata pai e mãe tem que ir para o inferno o mais rápido possível”. Temendo ser atacada novamente, Suzane conseguiu uma nova transferência com apoio de um promotor. Para adaptar a história à TV, o autor explicou que a série condensou os acontecimentos de três presídios em apenas dois, mantendo o clima de tensão e perigo que marcou essa fase de sua vida.

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