Quem é o alagoano pré-candidato a presidente que quer ser alternativa a Lula e Bolsonaro

Publicado em 06/03/2026, às 14h12
- Ricardo Stuckert / Instituto Lula

Redação

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Em entrevista à VEJA, o alagoano Aldo Rebelo, ex-dirigente do Partido Comunista do Brasil e pré-candidato a presidente da República, falou sobre sua candiduta ao Palácio do Planalto em 2026. 

Rebelo ganhou destaque na política nacional ao atuar como articulador do governo de Luiz Inácio Lula da Silva e posteriormente como presidente da Câmara dos Deputados. Ao longo dos anos, Rebelo também ocupou ministérios no governo de Dilma Rousseff, incluindo o da Defesa. Mais recentemente, ele se afastou da esquerda tradicional e passou a atuar na gestão do prefeito paulistano Ricardo Nunes, apoiado por Jair Bolsonaro, o que aproximou seu nome de setores da direita.

Agora filiado ao Democracia Cristã, Rebelo pretende disputar a Presidência da República defendendo uma alternativa à polarização política entre Lula e Bolsonaro. Ele afirma que sua candidatura busca unir o país em torno de problemas comuns, como violência, custo de vida e incertezas econômicas. Segundo o ex-ministro, a população costuma buscar soluções práticas para os desafios do cotidiano, mais do que se orientar exclusivamente por divisões ideológicas.

Aldo Rebelo (Agência Brasil)

 

Na área econômica, Rebelo critica a política do governo Lula, que, segundo ele, estaria baseada no aumento de gastos e impostos. Ele defende a redução da carga tributária para ampliar a base de arrecadação e estimular investimentos, argumentando que o peso dos tributos tem levado empresas a buscar alternativas fora do país. Para o ex-ministro, o crescimento econômico e a retomada do desenvolvimento seriam prioridades de seu eventual governo.

O pré-candidato também critica o que chama de “interdição institucional” ao desenvolvimento, apontando decisões do Supremo Tribunal Federal, ações de órgãos ambientais e atuação de algumas ONGs como obstáculos a projetos de infraestrutura. Entre suas propostas está até mesmo ampliar o número de ministros do STF, com o objetivo de alterar o equilíbrio de forças dentro da Corte.

Por fim, Rebelo afirma que a esquerda teria se distanciado de valores populares, como nacionalismo e família, o que explicaria a aproximação de parte do eleitorado com a direita. Ele também defende uma política externa mais equilibrada, criticando tanto posições consideradas hostis aos Estados Unidos quanto alinhamentos automáticos em conflitos internacionais.

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