Reforços, patrocínios e estrutura: presidente do CSA projeta metas para 2018

Publicado em 24/10/2017, às 20h58

Redação

Após o título brasileiro, o CSA começa a planejar a temporada 2018. Depois de ter confirmado a renovação da comissão técnica para a temporada, e a contratação do preparador de goleiro Gustavo Scalese, que integrou o staff de Ney da Matta na passagem pelo clube nesta temporada, o Azulão também projeta voos mais altos.

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Na festa de confraternização azulina na noite desta segunda (23), o presidente Rafael Tenório confirmou ao PFC que os detalhes para o próximo ano já estão em pauta. Desde novas contratações, passando pela troca no fornecedor de material esportivo, uma reforma estrutural no CT do Mutange, e as metas nas competições que o Azulão irá disputar.

Ainda esta semana, Raimundo Tavares – presidente do conselho deliberativo – irá a São Paulo para tratar de novos reforços. Segundo Tenório, a viagem deve durar aproximadamente dez dias, também tem como objetivo firmar parcerias com clubes paulistas, pensando em possíveis empréstimos de atletas.

“Raimundo vai a São Paulo conversar com dirigentes de Palmeiras, Santos, e outros clubes, pra ver o que pode sair disso. Normalmente estes times têm elencos vastos, e algumas boas peças ficam disponíveis para empréstimo. São parcerias que podem dar certo, quando firmadas de maneira saudável”, aponta.

A reportagem do PFC apurou também que a pauta de renovações está bem adiantada. Os entre os principais alvos, estão o goleiro Mota, o zagueiro Jorge Fellipe e o meia Daniel Costa.

(Crédito: Alisson Frazão / Ascom CSA)

Material esportivo

Desde que anunciou o acordo com a Caixa Econômica Federal no início do mês, o CSA já dava indícios de que a parceria com a Numer, atual fornecedora de material esportivo, estava no fim. Isto porque a camisa levada a Brasília para as fotos com o presidente da CEF foi a marca feita para o torcedor, a Marujo. O PFC apurou que ainda esta semana o contrato com a Numer será rompido, uma vez que o CSA já tem engatilhado um acordo com uma fábrica, que irá confeccionar um material próprio para o clube. A marca, inclusive, já tem nome: Azulão.

Além de explorar os materiais oficiais de jogos, a nova parceira também irá colocar no mercado uma verdadeira grife azulina, com camisas de passeio, treino, linha casual entre outros produtos oficiais. O acordo deve ser firmado ainda no mês de outubro, e a apresentação é projetada para dezembro, já também com o novo patrocinador, a Caixa.

O presidente, porém, evitou confirmar o acerto, garantindo apenas que está negociando este novo cenário para a instituição.

“Vamos ter uma reunião com a nova empresa de fornecedor de material esportivo, definir detalhes para um acordo. Precisamos também alinhar pontos com a nossa atual fornecedora. O patrocínio master será o da Caixa, e a Camponesa (atual detentor do espaço nobre da camisa) também deve continuar", disse.

"Vamos sentar também com prefeitura e governo o quanto antes, para tentarmos evitar a burocracia. O quanto eles podem pagar, e de que forma isso pode ser pago, se mensalmente, ou de outra forma. Precisamos começar o ano com tudo definido, para evitarmos problemas”, completou Tenório.

Metas

Há nove anos sem conquistar o campeonato alagoano, Rafael Tenório reconhece: o principal objetivo do “primeiro quadrimestre” é o título alagoano. A última conquista foi em 2008, e na próxima temporada, a conta do jejum fecha em uma década. Entretanto, o time marujo tem outras competições em disputa. O Nordestão, onde o CSA terminou 2017 com uma campanha decepcionante, e a Copa do Brasil, também lembrada amargamente pelo torcedor nesta temporada.

A “cereja do bolo”, porém, está no que o presidente denominou de “segundo quadrimestre”: a Série B do Brasileiro. De volta a competição após 25 anos (sem contar a Copa João Havelange em 2000), Rafael Tenório reconheceu que é preciso estudar bem o campeonato, sobretudo no primeiro turno.

“Vamos focar no primeiro quadrimestre no Alagoano e no Nordestão, sem esquecer da Copa do Brasil. Queremos ir o mais longe possível na Copa do Nordeste, quem sabe uma final, mas o foco é o Alagoano.  Terminado o quadrimestre, deveremos estar com o planejamento para a Série B todo pronto. Queremos no primeiro turno, estudar ao máximo a competição, para podermos entrar melhor entendidos no segundo turno, e desenvolver ao máximo o nosso rendimento na competição”, ponderou.

(Crédito: Alisson Frazão / Ascom CSA)

Estrutura

Ao contrário do que o torcedor cogitava, sobretudo nas redes sociais, Tenório garantiu que o futuro do CSA, pelo menos durante a gestão dele, é no Mutange. Inclusive, com ações pontuais a serem realizadas ainda em 2017, pensando na segundona do próximo ano.

A ideia é qualificar o CT, começando pela fachada, para que os atletas possam ficar concentrados para os jogos do Nacional. Além de abrigar melhor os setores administrativos, e o de imprensa.

“Já conversamos com conselheiro Lizandro Rêgo, que é engenheiro (responsável pela obra da academia), e a minha filha, Bianca Tenório, que é arquiteta, para a construção de um prédio para 20 apartamentos no Mutange. Vamos viabilizar a planta baixa, porque já temos um lugar definido. Isso vai nos fazer economizar bastante com as despesas de concentração em hotéis. A ideia é começar a campanha para obter recursos ainda em dezembro, para que esteja pronta para a Série B".

"Além disso, queremos reformar a parte do refeitório, e construir o departamento administrativo em um primeiro andar, aproveitando a estrutura próxima a entrada do CT. Inclusive, precisamos também dar uma nova dinâmica a entrada do Mutange, deixa-la mais funcional e segura, e dar mais conforto a imprensa, em um espaço novo”, pontuou Rafael, que ainda lembrou de investimentos que serão feitos na base.

A ideia é dar mais subsídios para a categoria. Neste ponto, inclusive, o gestor deixa a entender um grande projeto, pensado para o torcedor no futuro.

“Vamos direcionar 10% para as divisões de base a partir do próximo ano, e profissionalizar esse setor. É preciso pensar em revelar novos atletas, para reforçar o elenco profissional, e até mesmo em uma futura venda. Esses são importantes recursos para serem pensados, pois podem ser revertidos no próprio clube pensando no futuro, como por exemplo, a construção de um estádio próprio”, concluiu.

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