Flávio Gomes de Barros
Quem esteve na convenção estadual do MDB, ontem, observou que o senador Renan Calheiros, presidente estadual da legenda, demonstrava mais tolerância com os prefeitos do seu partido que assumiram compromisso de apoiar também o deputado federal Arthur Lira (PP), pré-candidato ao Senado.
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O MDB contabiliza 80 prefeituras em Alagoas e essa posição de Renan não é apenas tolerância (ele e Lira estabeleceram uma rivalidade desde a eleição de 2022), mas acima de tudo a constatação de que, se insistir na exigência de voto apenas para ele próprio, corre o risco de perder apoios em boa parte desses municípios.
Até porque Arthur Lira, como deputado federal e especialmente nos quatro anos em que presidiu a Câmara, viabilizou muitas ações, projetos, obras e investimentos nessas cidades administradas pelo MDB.
Um detalhe interessante, mas que muitos eleitores ainda não sabem, é que na disputa pelo Senado em outubro deste ano vai ser possível votar em dois candidatos, já que haverá duas vagas a serem preenchidas.
Além de Renan Calheiros e Arthur Lira, a concorrência para senador conta também com as pré-candidaturas do deputado federal Alfredo Gaspar (União Brasil), do ex-deputado estadual Davi Davino Filho (Republicanos) e do vice-governador Robaldo Lessa (PDT).
E ainda há quem admita uma candidatura ao Senado do prefeito JHC (PL), que não anunciou até agora publicamente, a um mês do prazo para se afastar do cargo, se vai mesmo concorrer ao governo do Estado, como imagina a maioria.
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